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Glaucoma pode causar cegueira sem dar sinais e exige exame preventivo anual

Com **2,5 milhões** de brasileiros afetados, a consulta de rotina impede o avanço da maior causa de perda de visão irreversível no país.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 11 de setembro, às 08:01.

Glaucoma pode causar cegueira sem dar sinais e exige exame preventivo anual
Secretaria da Saúde - SAUDE-TO

Cuidar da saúde dos olhos costuma ficar em segundo plano na correria do dia a dia. Porém, o glaucoma age como aquela infiltração silenciosa na parede de casa: a pressão da água aumenta por trás do reboco sem ninguém perceber, e o estrago só aparece quando a estrutura já está comprometida. Na prática, a doença é a principal causa de cegueira irreversível no Brasil.

Para alertar sobre a importância da prevenção, a SES-TO (Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins) reforça a campanha Maio Verde neste dia 26 de maio, data do Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A doença danifica o nervo óptico e ocorre, na maioria das vezes, pelo aumento da pressão intraocular (a pressão interna dos olhos).

Segundo a Associação Internacional da Cegueira, mais de 64 milhões de pessoas no mundo têm glaucoma. Só no Brasil, cerca de 2,5 milhões de pessoas acima de 40 anos convivem com o problema, de acordo com a SBG (Sociedade Brasileira de Glaucoma). O risco se torna até seis vezes maior após os 60 anos, embora o problema possa atingir qualquer idade.

O grande perigo é que a doença não dá avisos. O oftalmologista Darcy Pereira Drumond Júnior, do HGP (Hospital Geral de Palmas), explica que o glaucoma evolui de forma silenciosa por meses ou anos. Ou seja, quando o paciente percebe a perda de visão, o dano já aconteceu.

O ponto-chave é descobrir o problema cedo. O tratamento pode ser clínico, com o uso de medicamentos, ou cirúrgico, por meio de procedimentos a laser ou cirurgias fistulizantes (técnicas cirúrgicas para criar um novo canal de drenagem para o líquido do olho, reduzindo a pressão).

Além do envelhecimento natural, os fatores de risco incluem genética, histórico na família, traumas nos olhos ou uso de medicamentos sem receita médica. A SBO (Sociedade Brasileira de Oftalmologia) alerta que até bebês (glaucoma congênito, causado por má-formação na gestação) e jovens (glaucoma juvenil, associado a miopia alta e histórico familiar) podem desenvolver a condição.

O que muda na prática

A única forma de evitar que a infiltração silenciosa derrube a sua visão é a prevenção ativa. A recomendação médica é realizar exames de rotina pelo menos uma vez por ano para identificar alterações antes que tragam danos graves.

  • Fatores de risco: Genética, histórico familiar, traumas oculares e uso de colírios sem orientação médica.
  • Sinais no glaucoma congênito: Lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e aumento do globo ocular no primeiro ano de vida.
  • Tratamento disponível: Uso de colírios específicos ou intervenções cirúrgicas definidas pelo médico.

Para você, o recado é simples: agende sua consulta oftalmológica anual. Esse pequeno cuidado é o que garante que sua visão continue funcionando perfeitamente, sem surpresas desagradáveis no caminho.

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