Bem-Estar

Médico-veterinário ausente em plantões: 21,9% com irregularidades em fiscalização

A operação De Olho no Plantão, do PNF 2026, também apontou **irregularidades em 21,9%** dos estabelecimentos vistoriados, reforçando o foco na regularização.

Fonte:

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 9 de julho, às 02:00.

Médico-veterinário ausente em plantões: 21,9% com irregularidades em fiscalização
CFMVCFMV

Se um pet precisa de atendimento urgente, a expectativa é clara: o serviço tem médico-veterinário por perto. Na prática, uma operação nacional do Sistema CFMV/CRMVs encontrou ausência profissional em 82 ocorrências durante atendimentos de plantão em clínicas e hospitais veterinários.

A apuração faz parte da operação De Olho no Plantão, dentro do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) 2026. E a conta não ficou pequena: foram fiscalizados 1.127 estabelecimentos (entre clínicas e hospitais) e acompanhados 1.382 atos fiscalizatórios.

Pensa como em plantão de emergência “sem médico” virar o mesmo cenário de uma ambulância que saiu sem motorista habilitado: até o resto da estrutura pode estar lá, mas a tomada de decisão imediata fica comprometida. Foi isso que o levantamento quis medir: se o serviço que anuncia plantão está conseguindo garantir o que a atividade exige.

A fiscalização foi conduzida em 25 dos 27 CRMVs, com 92,6% de adesão. Os CRMVs do Pará e do Distrito Federal não aderiram. No recorte das 82 ocorrências, 75 aconteceram em clínicas e 7 em hospitais.

As situações apontadas incluíram ausência de profissionais em setores de atendimento, áreas de internação e estabelecimentos com funcionamento 24 horas. Quando o olhar vai para a distribuição por estados, São Paulo liderou os registros, com 24 ocorrências. Depois vieram Goiás e Minas Gerais, com 10 cada, e Santa Catarina, com 8.

Além das ausências, houve irregularidades em 21,9% dos estabelecimentos vistoriados, o equivalente a mais de 1 em cada 5 locais. O trabalho também listou 258 inconformidades estruturais, entre elas falhas no atendimento às exigências da regulamentação profissional e inadequações em áreas destinadas à conservação de animais mortos. Também apareceram problemas em ambientes de descanso usados pelas equipes.

O que muda na prática

A operação teve como objetivo checar se clínicas e hospitais com plantão cumprem exigências legais e normativas ligadas à presença do médico-veterinário, à estrutura física, às condições de funcionamento e à assistência prestada. Em serviços de plantão, especialmente com atendimento 24 horas e internação integral, a fiscalização destaca que a presença do profissional é indispensável para garantir avaliação clínica e atendimento imediato de urgências e emergências, além de monitoramento contínuo.

  • Público-alvo: serviços veterinários que anunciam atendimento de plantão
  • Achado central: 82 ocorrências de ausência de médico-veterinário
  • Taxa de irregularidade: 21,9% dos estabelecimentos vistoriados
  • Escopo do levantamento: 1.127 estabelecimentos e 1.382 atos fiscalizatórios

Para quem depende desses atendimentos, o recado é direto: quando o plantão é vendido como porta de entrada para urgência e emergência, o mínimo que se espera é que a equipe com competência técnica esteja disponível para conduzir os casos. Porque, no fim, é isso que define segurança no atendimento e confiança para quem está correndo contra o tempo.

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