Hospital Regional de Sete Lagoas destrava dívida milionária e define data de abertura
Publicada em 29 de maio, 2026.
Atualizada em 30 de agosto, às 18:00.

Imagine planejar a inauguração de uma empresa, mas não conseguir abrir as portas porque o seu nome ficou preso no Serasa (serviço de proteção ao crédito). Era esse o nó que travava o funcionamento do Hospital Regional de Sete Lagoas, na região Central do estado.
Para limpar essa ficha financeira, o Governo de Minas — por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) —, o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) e a Prefeitura de Sete Lagoas assinaram um acordo de conciliação nesta quinta-feira (28/5).
Na prática, a negociação destrava convênios antigos de construção que geravam cobranças de mais de R$ 70 milhões. Com o acordo estruturado no TCEMG, essa pendência despencou para R$ 2 milhões. O prefeito de Sete Lagoas, Douglas Melo, explicou que a cidade deixa de devolver cerca de R$ 76 milhões ao Estado, direcionando o fôlego financeiro para o próprio hospital.
A secretária de Estado Adjunta de Saúde, Poliana Lopes, afirmou que a unidade passa oficialmente para a gestão do município, com recursos estaduais garantidos para equipagem e custeio (pagamento de despesas operacionais diárias).
O presidente do TCEMG, conselheiro Durval Ângelo, apontou o acordo como um instrumento ágil para destravar serviços essenciais à população.
O que muda na prática
Com a gestão transferida para a prefeitura e os repasses financeiros garantidos, o hospital finalmente tem caminho livre para abrir as portas. O atendimento vai beneficiar mais de 600 mil pessoas em Sete Lagoas e municípios vizinhos.
- População beneficiada: Mais de 600 mil pessoas na região Central.
- Redução da pendência: De mais de R$ 70 milhões para R$ 2 milhões.
- Próximo passo: Entrega oficial das instalações na quarta-feira (3/6).
A entrega das chaves pelo governador Mateus Simões na próxima quarta-feira (3/6) avança o plano de saúde estadual. A unidade é a terceira de cinco grandes hospitais regionais com obras retomadas pelo governo mineiro. Juntas, essas estruturas somam investimentos de R$ 985 milhões e vão atender 6,7 milhões de pessoas.
