Política & Gestão

Queimaduras de São João: profissionais de Sergipe se capacitam para evitar sequelas graves

Com o aumento de acidentes por fogos e fogueiras em junho, a rapidez no atendimento inicial é o que define a recuperação do paciente.

Publicada em 30 de maio, 2026.

Atualizada em 25 de agosto, às 14:01.

Queimaduras de São João: profissionais de Sergipe se capacitam para evitar sequelas graves
Saúde

O período junino no Nordeste é sinônimo de festa, mas também traz um alerta para o aumento de acidentes com fogos de artifício e fogueiras. Quando o perigo sai do controle, a equipe de saúde é quem precisa segurar esse rojão para que uma queimadura grave não resulte em uma sequela para o resto da vida.

Pensando nisso, o Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) organizou no sábado, 30 de maio, uma capacitação voltada para o atendimento inicial desses pacientes. O treinamento ocorreu na Universidade Tiradentes (Unit) e reuniu profissionais e estudantes da área.

A ação faz parte do Junho Laranja, mês de conscientização sobre acidentes que costumam disparar nesta época, principalmente com crianças. Na prática, o socorro correto nas primeiras horas é o que dita o rumo da recuperação.

O que muda na prática

Para quem é paciente, o atendimento rápido e correto evita complicações graves e cicatrizes limitantes. A lógica é simples: quanto antes a ferida for tratada da forma correta, menor o estrago.

Para os hospitais, a capacitação funciona como organizar a fogueira com segurança. Saber quem deve ir para a Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Huse e quem pode ser atendido nos postos locais evita que o sistema de saúde sobrecarregue, impedindo que o gargalo de atendimento vire um pavio curto prestes a explodir.

De acordo com Wandressa Nascimento, gerente da UTQ, a prevenção e os primeiros cuidados evitam sequelas de feridas complexas e incapacitantes. O treinamento, que já é promovido há mais de 10 anos pelo coordenador médico Bruno Cintra, foca no cuidado multidisciplinar (que envolve diferentes especialidades de saúde trabalhando juntas) para diminuir a morbimortalidade (índice de complicações e mortes associadas a uma doença ou acidente).

Durante a programação, as equipes debateram os seguintes eixos:

  • Primeiros socorros: Manejo inicial e fluxo de encaminhamento para a UTQ.
  • Curativos específicos: Assistência especializada de acordo com a gravidade da lesão.
  • Segurança do trabalho: Prevenção contra queimaduras com o apoio do Corpo de Bombeiros.
  • Casos clínicos: Análise de atendimentos reais para alinhar a conduta médica.

Com as equipes de Sergipe mais integradas, o estado se prepara para o pico de acidentes de junho, garantindo que a resposta médica seja rápida e eficiente.

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