Reabilitação no SUS: centro do Norte vira finalista em prêmio nacional de gestão
Publicada em 28 de maio, 2026.
Atualizada em 5 de setembro, às 06:00.

Quando pensamos em saúde pública, a primeira imagem que costuma vir à cabeça é uma fila fria e impessoal. Mas um centro especializado de atendimento no Norte do país está mostrando que dá para fazer diferente.
Em vez de funcionar como um buffet por quilo — onde todo mundo recebe exatamente o mesmo tratamento de forma automatizada —, o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) atua como um restaurante à la carte. Ou seja, o atendimento é moldado sob medida para a necessidade de cada pessoa.
Essa receita de humanização levou a instituição a se destacar nacionalmente. O centro figurou entre os cinco finalistas do Prêmio Brasil de Gestão Pública 2026, concorrendo na categoria “Inovação em Gestão Pública”. O resultado foi anunciado nesta terça-feira (26), em São Paulo, durante a 4ª edição da Expo GovBrasil (um evento focado em inovação, governança e modernização da administração pública).
O projeto concorrente, chamado de “Inovação em gestão do cuidado centrado na pessoa no CIIR”, é baseado na metodologia Planetree (um sistema internacional que avalia a humanização e o respeito às necessidades individuais do paciente).
O modelo rendeu conquistas importantes para a instituição:
- Reconhecimento: Único centro do SUS da região Norte a conquistar a certificação Planetree Prata
- Agilidade: Redução expressiva no tempo de espera para a entrega de órteses e tecnologias assistivas (equipamentos de auxílio à locomoção)
- Participação: Criação de canais permanentes de escuta e gestão compartilhada com pacientes, famílias e funcionários
Na prática, o que muda?
O ponto-chave é que o paciente deixa de ser apenas um número no sistema. A gestão compartilhada garante que as famílias participem ativamente das decisões sobre o tratamento. Na prática, isso significa um serviço mais rápido, acolhedor e focado no que realmente importa: a reabilitação real de quem precisa do SUS.
No fim das contas, a conquista representada pela diretora assistencial Maria do Carmo Freitas serve de lição. Ela prova que a gestão pública pode ser eficiente, sustentável e, acima de tudo, humana.
