Triagem neonatal ganha debate no DF sobre exames que detectam 62 doenças
Publicada em 28 de maio, 2026.
Atualizada em 5 de setembro, às 22:01.

Cuidar da saúde de um recém-nascido exige atenção imediata. Fazer a triagem neonatal (o teste do pezinho) funciona como aquela revisão preventiva que o motorista faz no carro antes de pegar a estrada: o especialista passa o scanner para identificar qualquer falha invisível e corrige o motor antes que ocorra um problema mecânico grave na viagem.
Para debater esses exames que funcionam como esse diagnóstico precoce, médicos, farmacêuticos e gestores participam da IV Jornada de Triagem Neonatal 2026. O encontro começou nesta quarta-feira (27/05) e segue até sexta-feira (29/05) no Distrito Federal. Os dois primeiros dias ocupam o Centro de Convenções Brasil 21, e o encerramento prevê uma visita técnica ao Hospital de Apoio de Brasília.
O Distrito Federal lidera essa área no país por ser pioneiro na ampliação da triagem neonatal para 62 doenças. Segundo o secretário executivo de Assistência à Saúde da Secretaria de Saúde do DF, Carlos Correia Junior, essa triagem avançada garante um acompanhamento rápido para os bebês.
A organização do encontro é do Instituto de Pesquisa Dra. Maria Teresinha de Oliveira Cardoso, com apoio do Serviço de Referência de Doenças Raras e Triagem Neonatal do DF e da Universidade de Brasília. Na prática, os painéis abordam a ampliação do teste do pezinho oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal e a expansão nacional prevista pela Lei nº 14.154/2021. O médico geneticista e presidente da instituição organizadora, Gerson Carvalho, aponta que o sucesso do programa depende de um trabalho construído por muitas mãos.
O cronograma do evento também traz a apresentação e premiação de pesquisas científicas divididas em cinco categorias. Entre os temas em discussão estão a triagem para imunodeficiências primárias (doenças que afetam o sistema de defesa do organismo) e terapias para detecção precoce de problemas neuromusculares e neurodegenerativas.
O que muda na prática
O ponto-chave é acelerar o início do tratamento antes mesmo de os primeiros sintomas aparecerem, evitando sequelas graves. A triagem ampliada no sistema público de saúde ajuda os hospitais a planejarem o atendimento especializado desde os primeiros dias de vida do paciente.
- Abrangência do teste no DF: Triagem ampliada para 62 doenças
- Público do evento: Médicos, farmacêuticos, gestores e profissionais de saúde
- Data do encontro: De 27/05 a 29/05 de 2026
- Principais temas: Imunodeficiências primárias, doenças neuromusculares e neurodegenerativas
