Bem-Estar

TEA em crianças: Centro do Ipesaúde aposta em tratamento multidisciplinar

Com unidade em Aracaju voltada a crianças neurodivergentes de **até 13 anos**, o Ipesaúde relata avanços em fala, interação e rotina após diagnósticos especializados.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 13 de julho, às 18:00.

TEA em crianças: Centro do Ipesaúde aposta em tratamento multidisciplinar
Governo de SergipeSES Sergipe

Uma criança que antes parecia “fechada” para o mundo pode voltar a conversar, brincar e participar das atividades do dia a dia. É essa virada que o Centro de Terapias Integradas do Ipesaúde diz estar buscando no cuidado de crianças neurodivergentes, com foco em acompanhamento especializado e trabalho em conjunto com as famílias.

O relato da avó Elidney de França começa com sinais que ela observou na neta Júlia Roberta Rezende, de 5 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo Elidney, Júlia “andava na ponta dos pés” e “não pedia nada”, como água. “Quando percebi esses sinais de comportamento, tomei a decisão de procurar um profissional da área e, assim, o diagnóstico foi concluído”, conta.

Depois do início das terapias no Centro, o que muda aparece em detalhes do cotidiano. A avó diz que Júlia passou a “falar muito bem”, brincar com outras crianças e não se incomodar mais com o toque. Ela ainda menciona “seletividade alimentar”, mas afirma que houve evolução em vários pontos, a ponto de pessoas “nem acreditarem que ela seja autista”.

O Centro fica no bairro Salgado Filho, em Aracaju, e tem 14 consultórios. A unidade atende crianças de até 13 anos, com estrutura planejada para as necessidades de crianças neurodivergentes. A equipe, de acordo com o relato, trabalha com um objetivo único: acompanhar o desenvolvimento no comportamento e na adaptação da criança.

E aqui cabe uma analogia bem brasileira: o tratamento funciona como “afinar um rádio antigo”. No começo, o som pode sair difícil de entender. Com o ajuste de diferentes partes, a voz vai ganhando clareza até a criança conseguir se expressar melhor e participar mais do ambiente.

O que muda na prática

No caso de Júlia, o acompanhamento inclui fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional e psicopedagogo, descritos como profissionais que atuam em conjunto, com foco na evolução do comportamento.

E a história da filha Rafaella Dantas, de 3 anos, mostra o outro lado: Emile Cartaxo procurou o Centro após perceber “atraso do caminhar sem apoio” e a pediatra notar esse indicativo. No acompanhamento, Rafaella recebeu diagnóstico de TEA nível 1 de suporte e iniciou tratamento, com melhora percebida em fala e habilidades da rotina.

A unidade também é apresentada pela coordenação como resultado de uma adaptação do atendimento infantil: a Márcia Fonseca diz que a demanda levou à criação de um espaço específico para crianças neurodivergentes.

  • Público-alvo: crianças neurodivergentes de 0 a 13 anos
  • Estrutura: unidade com 14 consultórios em Aracaju
  • Equipe: atuação conjunta de fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e psicopedagogia
  • Efeito relatado: avanços em fala, interação e adaptação à rotina

O ponto-chave, na prática, é este: quando o cuidado vem organizado e multidisciplinar, a evolução deixa de ser só expectativa e vira rotina percebida em casa. E daí pra mim?

AcessibilidadeAdultizaçãoAutismoDiversidadeMaternidadePediatriaTeleatendimentoTerapia GênicaTerapias AvançadasTerapias Precoces
Banner

Mais notícias