Diabetes tipo 1 em crianças: sinais para procurar atendimento rápido
Publicada em 29 de junho, 2026.
Atualizada em 29 de junho, às 18:01.

Se a criança passa a pedir água o tempo todo, vai ao banheiro com frequência e ainda perde peso sem explicação, a suspeita de diabetes tipo 1 precisa sair do “vou ver depois”. Isso pode aparecer mesmo em crianças sem histórico familiar, quando o sistema imunológico começa a atacar as células do pâncreas que produzem insulina (o hormônio que ajuda a glicose a entrar nas células e virar energia).
O que causa a doença ainda não tem uma resposta única. Mas há relação com fatores genéticos e ambientais. Em algumas pessoas, infecções virais podem atuar como gatilho para o processo autoimune (quando as defesas do corpo atacam o próprio organismo).
Na prática, o que muda é reconhecer cedo os sinais certos. O alerta vem do Centro de Referência do Diabetes Tipo 1, no Ambesp-NT (Ambulatório de Especialidades Dr. Nelson Teixeira), na Rua Dr. Manoel Tourinho, 395, Macuco, administrado pelo Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Ishaoc).
Sinais que merecem atenção (e podem surgir de repente)
Segundo a endocrinologista Dinah Politi, do Ambesp-NT, alguns sinais podem aparecer de forma repentina: sede excessiva, aumento da vontade de urinar, fome intensa, perda de peso sem explicação, cansaço e visão turva. Vômitos e dor abdominal também podem ocorrer.
Ou seja: é como perceber que acendeu a “luz do painel”. Dá para seguir normal por enquanto, mas quem espera a manutenção “na semana que vem” corre o risco de piorar o quadro.
O tamanho do acompanhamento no serviço
No centro, 25% dos pacientes atendidos têm até 18 anos. No total, são 105 crianças e adolescentes acompanhados entre 415 pessoas em seguimento.
O que muda na prática
O tratamento na infância depende de três pilares que caminham juntos: equipe multiprofissional, participação da família e estímulo ao autocuidado (como a criança aprende a lidar com a condição). Esse acompanhamento busca melhorar a qualidade de vida, reduzir internações e ajudar a prevenir complicações a longo prazo.
O centro funciona desde novembro de 2020 e tem enfermeira, endocrinologista, psicóloga, nutricionista, farmacêutica e assistente social. A proposta é montar um plano terapêutico individualizado, em parceria com a criança e os responsáveis.
Quando o diabetes não está bem controlado, o desempenho escolar pode ser afetado. De acordo com Dinah, alterações nos níveis de glicemia podem provocar confusão mental, visão turva, tontura e até desmaios. Por isso, a orientação também inclui que profissionais da escola conheçam o diagnóstico e saibam como agir.
- Público-alvo: crianças e adolescentes acompanhados no Centro de Referência do Diabetes Tipo 1 (até 18 anos)
- Eficácia: melhora qualidade de vida e reduz internações com apoio multidisciplinar
- Estratégia: plano individualizado com equipe multiprofissional e família
- Acesso: acolhimento por equipe de enfermagem e agendamento das próximas consultas
Como ter acesso ao serviço
Após o diagnóstico feito na policlínica, o paciente é encaminhado ao centro. O acesso é por livre demanda: não precisa agendar antes. Basta comparecer ao Ambesp-NT, na Rua Dr. Manoel Tourinho, 395, Macuco, com o encaminhamento.
O acolhimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e o atendimento já organiza o agendamento das consultas seguintes.
No fim, a pergunta é direta: e daí pra mim? Se a criança mostra sinais compatíveis, entrar cedo no acompanhamento acelera o acesso a suporte médico, psicológico e educacional para cuidar da rotina com mais segurança.
