Inovação & Tecnologia

Inteligência artificial no ProÁfrica: edital de R$ 25 milhões abre parcerias agora

Chamada do ProÁfrica relançada pelo CNPq e MCTI abre até 31 de agosto de 2026 oportunidades com **R$ 25 milhões**, incluindo recursos para redes, mobilidade e pelo menos 30% para instituições do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

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Publicada em 27 de maio, 2026.

Atualizada em 30 de junho, às 10:03.

Inteligência artificial no ProÁfrica: edital de R$ 25 milhões abre parcerias agora
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Se a pesquisa fica presa no laboratório, o ProÁfrica entra como ponte: o edital disponibiliza R$ 25 milhões para projetos que ligam pesquisadores do Brasil a instituições na África e que tentam responder a problemas reais.

A chamada foi relançada pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pelo MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação). Na prática, ela seleciona propostas de cooperação internacional com temas que vão de mudanças climáticas e doenças tropicais negligenciadas a inteligência artificial, além de segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.

Pensa como cozinhar: receita boa não funciona se cada pessoa ficar inventando sozinho. O edital organiza o trabalho em conjunto, com troca de experiência e planejamento alinhado ao que precisa ser feito na ponta onde a pesquisa vai atuar. O objetivo é formar uma rede de colaboração capaz de acelerar a aplicação do que se descobre.

O que muda na prática

O edital não trata só de custear pesquisa. Os proponentes precisam apresentar ações que deixem a execução e a cooperação internacional viáveis.

  • Redes temáticas: propostas consolidadas podem receber até R$ 1 milhão

  • Redes emergentes e bilaterais: até R$ 400 mil em cada modalidade

  • Mobilidade e trabalho de campo: bolsas para atuação em países africanos e para pesquisadores africanos realizarem atividades no Brasil

  • Custos de missão: passagens, diárias, seguro-saúde e missões internacionais de pesquisa

E tem um compromisso territorial: pelo menos 30% dos recursos precisam ser destinados a iniciativas com instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Os temas incluem ainda conservação da biodiversidade, desertificação, agricultura sustentável, pesca e energias renováveis, com armazenamento de energia. Em saúde, a chamada aborda saúde digital, internet das coisas (rede de dispositivos conectados) e inovação frugal. Há também previsão de espaço para estudos afro-brasileiros e para políticas públicas voltadas à redução de desigualdades.

Podem participar pesquisadores doutores vinculados a instituições brasileiras de ciência e tecnologia. A submissão vai até 31 de agosto de 2026 pela Plataforma Integrada Carlos Chagas, do CNPq.

O julgamento está previsto para ocorrer entre setembro e outubro de 2026, com avaliação por mérito científico, impacto tecnológico, qualidade da cooperação internacional e capacidade técnica das equipes.

Ou seja: para quem já viu a trajetória “laboratório até virar benefício” demorar demais, o recado é claro. A aposta do ProÁfrica é encurtar o caminho usando parceria Sul-Sul para aproximar resultado de quem precisa.

Cooperação na SaúdeIA
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