Médico opera paciente com câncer a 56 km de distância em cirurgia nos EUA

Cirurgião usou robô para retirar a próstata de um paciente com câncer a 56 km de distância na Flórida (EUA). A inédita telecirurgia faz parte de estudo clínico para ampliar o acesso médico.

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Rede hospitalar AdventHealth

28/10/2026, às 21:00

Médico opera paciente com câncer a 56 km de distância em cirurgia nos EUA

Um avanço científico promete transformar a medicina cirúrgica e o acesso a tratamentos especializados no mundo. Em um procedimento inédito nos Estados Unidos, o cirurgião Vipul Patel, diretor do Global Robotics Institute, realizou a retirada completa da próstata de um paciente de 66 anos com câncer estando a 56 quilômetros de distância do centro cirúrgico.

A operação conectou duas unidades da rede AdventHealth na Flórida: o médico operou do hospital em Celebration, na região de Orlando, enquanto o paciente permanecia na sala de cirurgia em Minneola.

Como funciona a telecirurgia?

O médico utilizou a plataforma robótica experimental Toumai, desenvolvida pela MicroPort MedBot. Por meio de um console com visão 3D de alta definição, o cirurgião manipulava os controles no hospital de origem, e os braços robóticos reproduziam instantaneamente os movimentos na sala onde o paciente estava deitado.

Por se tratar de uma tecnologia em teste, uma equipe médica completa — liderada pelo cirurgião Marcio Moschovas — permaneceu ao lado do homem durante todo o procedimento, pronta para assumir a operação manualmente em caso de instabilidade técnica.

Segurança e validação regulatória

A cirurgia integra um protocolo de estudo clínico autorizado pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de saúde americana. A licença permite investigar o desempenho dos robôs sob condições reais de rede antes de liberar a comercialização ampla da tecnologia.

Além dos riscos habituais de uma cirurgia urológica, a telecirurgia traz desafios tecnológicos específicos, como a necessidade de conexões de internet ultrarrápidas, proteção contra ataques cibernéticos e garantia de latência (atraso no sinal) próxima de zero.

Segundo os pesquisadores, a consolidação dessa modalidade cirúrgica permitirá levar procedimentos complexos e especialistas renomados a regiões isoladas ou com escassez de infraestrutura médica avançada.

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