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Queimadura: como evitar fogos e fogão na festa junina e na Copa

Em festas juninas e na Copa, a SMS aponta que atitudes de prevenção e encaminhamento correto mudam o desfecho das queimaduras no atendimento.

Publicada em 29 de junho, 2026.

Atualizada em 29 de junho, às 18:03.

Queimadura: como evitar fogos e fogão na festa junina e na Copa
Isadora Vitória, de 6 anos, ao lado da mãe, Joseane Barbosa. Crédito: Edu Kapps/SMSSaúde Prefeitura Rio

A casa até muda o clima na festa junina, mas o risco de queimadura também muda de figurino. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), desde o começo do ano as UPAs e os hospitais de urgência e emergência do município registraram 2,4 mil atendimentos por queimaduras.

Na Copa, o alerta ganha um ingrediente a mais: fogos de artifício. O risco funciona como aquela cena do dia a dia em que a gente encosta a mão no lugar quente “só rapidinho” e, em vez de passar, vira susto. Aqui, uma chama direta ou uma queimadura elétrica pode transformar minutos de distração em tempo de atendimento.

O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital do Andaraí já recebeu 228 casos neste ano. O chefe do serviço, Dr. Orido Pinheiro, diz que os acidentes mais comuns envolvem chama direta e queimaduras elétricas.

Na explicação dele, muitos episódios começam com distração e acabam em contato com fonte de calor ou eletricidade. Há ainda casos ligados a condições mais sensíveis, como pressão alta e hipoglicemia (quando o nível de açúcar no sangue cai e a pessoa pode perder a estabilidade), que terminam em queda ou desequilíbrio e contato com a chama.

O ponto-chave da prevenção é direcionar atenção extra para quem costuma se machucar mais: crianças e idosos. A SMS reforça cuidados na cozinha e perto de tomadas. E, quando o caso envolve queimaduras de alta tensão, o atendimento precisa ser mais rápido porque pode haver perda de tecido.

O que muda na prática

A orientação da SMS é simples: reduzir a chance de o dia virar emergência.

  • Rótulo (supervisão): manter crianças sob supervisão o tempo todo
  • Rótulo (ambiente): cercar áreas com fogueiras acesas e evitar soltar fogos na Copa
  • Rótulo (roupa e preparo): evitar roupas largas e tecidos inflamáveis; checar a temperatura de comidas e bebidas quentes
  • Rótulo (rotina de risco): redobrar cuidado com panelas e recipientes de comidas quentes da época, como canjica, quentão e caldos

A recomendação ganhou exemplo real com Isadora Vitória Barbosa de Andrade, de 6 anos. O acidente começou com uma brincadeira envolvendo um isqueiro; a chama atingiu a blusa e causou queimaduras nas mãos e na barriga. Ela foi para a UPA Manguinhos e, por causa do grau das lesões, foi transferida para o CTQ do Hospital do Andaraí.

Isadora ficou internada por um mês e recebeu alta no dia 14/06, após tratamento com enxerto e balneoterapia.

No fim das contas, é isso: prevenção para não ter que correr atrás de atendimento. Se o objetivo é evitar queimadura, o “e daí pra mim?” vira escolha do dia a dia: menos incidente em casa significa mais tempo de festa com segurança.

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