Política & Gestão

Parar de fumar: tratamento gratuito em Belém ajuda a vencer a dependência

O serviço de saúde pública em Belém já acolheu mais de 6 mil fumantes e oferece terapia contínua para evitar recaídas.

Publicada em 30 de maio, 2026.

Atualizada em 26 de agosto, às 04:01.

Parar de fumar: tratamento gratuito em Belém ajuda a vencer a dependência
Momento de atendimento individual no Centro

Tentar largar o cigarro é muito parecido com terminar um relacionamento tóxico. Bate a saudade, o ex liga de madrugada e a tentação de ter uma recaída é gigante. Para dar um fim definitivo nessa relação prejudicial, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) oferece tratamento gratuito para quem quer parar de fumar no Centro de Referência em Abordagem e Tratamento do Fumante (Cratf).

O serviço funciona em Belém e atende uma média de 30 pacientes novos por mês. Em 22 anos de funcionamento, o local já ajudou mais de 6.425 pessoas até abril deste ano a reescreverem suas histórias de saúde.

Na prática, o tratamento começa com exames para mapear o histórico do fumante. Logo depois, o paciente entra para a terapia cognitivo-comportamental (TCC - abordagem terapêutica que ajuda a mudar comportamentos e pensamentos automáticos), realizada em quatro encontros semanais conduzidos por especialistas em saúde.

Depois dessa fase inicial, quem consegue parar de fumar recebe acompanhamento contínuo. O monitoramento acontece em grupos de manutenção a cada 15 dias, passando depois para intervalos mensais, semestrais e anuais. O ponto-chave é que, por ser uma dependência crônica, não existe alta definitiva.

Exemplos reais mostram que a mudança funciona. Alexandre Santos, de 47 anos, fumava desde os 13 e já está há 50 dias sem acender um cigarro. Na mesma caminhada, Fátima Cabral, de 56 anos, que começou a fumar aos 18, celebra 53 dias longe do vício graças ao apoio do grupo terapêutico.

O que muda na prática

O tratamento vai além da força de vontade e oferece uma estrutura clínica completa. O paciente passa por avaliação médica individual para identificar possíveis comorbidades (outras doenças associadas, como alcoolismo ou transtornos psiquiátricos). Se houver necessidade, o médico receita remédios específicos para atenuar os sintomas da síndrome de abstinência (o mal-estar físico e mental provocado pela falta da nicotina).

  • Local de atendimento: térreo da Unidade de Referência Especializada (URE), na Avenida Presidente Vargas, nº 513, entre Aristides Lobo e Osvaldo Cruz.
  • Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas.
  • Canais de contato: telefones 3110-6251 e 97400-1885.

O tabagismo é uma doença séria associada a problemas cardiovasculares, neoplasias (cânceres) e doenças respiratórias. Se você quer assinar esse divórcio definitivo com o cigarro, o suporte profissional está a um telefonema ou a uma caminhada de distância. Começar a mudança é o primeiro passo para recuperar o fôlego da vida.

Comportamento Hospitais PúblicosNicotinaPromoção da SaúdeSaúde PúblicaSUS
Banner

Mais notícias