Regionalização da Saúde em SP: municípios ganham apoio em congresso do CEM
Publicada em 24 de maio, 2026.
Atualizada em 10 de julho, às 16:00.

Quem depende do sistema de saúde sabe que o “jeito de organizar” a fila muda a vida do cidadão. Nesta terça-feira (9), o governador Tarcísio de Freitas e o Secretário de Estado da Saúde Eleuses Paiva abriram a 65ª edição do Congresso Estadual de Municípios (CEM), em Ribeirão Preto, que acontece de 9 a 11 de maio de 2023.
O encontro, promovido pela Associação Paulista de Municípios (APM), colocou gestores municipais e representantes de outras esferas para discutir caminhos aplicáveis às rotinas da cidade. O tema foi “Município Forte. País Desenvolvido”.
Na apresentação, o ponto central de Paiva foi a Regionalização da Saúde no Estado de São Paulo. Na prática, a ideia é organizar a saúde por regiões, para que a demanda local entre no planejamento e ajude a melhorar o atendimento ao cidadão.
É como escolher o tamanho certo de roupa antes de vestir: quando o ajuste é feito para o seu corpo (a região), fica mais fácil acomodar as necessidades sem improvisar demais. Foi nessa lógica que o secretário executivo da SES-SP, Sérgio Okane, conduziu a conversa.
Okane lembrou que, em vários países, o gasto do Estado com saúde tende a ser maior. Só que, no Brasil, parte relevante do custo do cuidado também depende do jeito como a população usa o sistema. Ele ainda citou um desafio que aparece no dia a dia do orçamento: os gastos com saúde crescem e a inflação (alta geral de preços) costuma pesar mais no setor do que na inflação “normal”.
O caminho apresentado foi buscar mais eficiência na gestão (melhor aproveitamento do que já existe) para entregar mais qualidade, sem depender apenas de aumentar o gasto.
O que muda na prática
A SES-SP mostrou como a regionalização deve funcionar: a região é quem define necessidades e prioridades, e isso orienta de que forma a Secretaria apoia os territórios. Ou seja, a prioridade deixa de ser só “o que cabe no município” e passa a ser “o que faz sentido para a região inteira”, para a saúde avançar em qualidade com base no que cada território precisa.
O debate reuniu Adriana Ruzene (Diretoria do Departamento Regional de Saúde de Ribeirão Preto), Jane Aparecida Cristina (Secretária de Saúde de Ribeirão Preto), Carla Albert (especialista em Saúde na SES-RS), Ricardo de Carvalho Cavalli (Superintendente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Ribeirão Preto) e mediação de Leandro Pilha (ex-prefeito de Santa Rita do Passa Quatro e 3° vice-presidente da APM).
- Público-alvo: gestores municipais, estaduais e federais no CEM
- Foco: Regionalização da Saúde para otimizar recursos públicos
- Problema apontado: gastos crescentes e inflação mais forte no setor
- Objetivo prático: região definir necessidade e a SES-SP colaborar
No fim, a pergunta fica aterrissada: no seu dia a dia, o cuidado tende a ficar mais alinhado ao que a região realmente precisa. E daí pra mim? Se o planejamento sai da teoria e encosta no território, a chance de melhorar a ponta aumenta.
