ONA 1: HRAS passa por avaliação para manter segurança do paciente
Publicada em 22 de maio, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Quando a gente vai ao hospital, a pergunta que pesa é simples: será que os cuidados seguem padrões que evitam erro e risco? O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém, passou por uma visita de avaliação para manter essa exigência no dia a dia.
A auditoria foi feita para garantir a manutenção da certificação Acreditado Pleno (Nível 1) pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). O processo foi conduzido por avaliadoras do Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde (IBES) e terminou nesta sexta-feira (22), com atividades iniciadas na quinta-feira (21).
Na prática, os avaliadores olharam desde a engrenagem administrativa até o cuidado ao paciente. É como conferir uma receita inteira: não basta provar o sabor final, tem que conferir os passos antes do prato chegar. No HRAS, a avaliação percorreu processos para assegurar segurança e gestão hospitalar.
No primeiro dia, a checagem cobriu gestões administrativa, financeira e de pessoas, além de áreas como atendimento cirúrgico, suprimentos e processamento de produtos para saúde. Acompanhamento da assistência também aconteceu em setores como emergência (adulto e pediátrica), cuidados intensivos, farmácia e hemoterapia, bem como anatomia patológica, radiologia intervencionista e nefrologia.
Já no segundo dia, o foco passou pelos cuidados intensivos pediátricos, atendimento obstétrico e neonatal. A visita também verificou protocolos de biossegurança (regras para prevenir contaminação) e controle de infecções. Além disso, os serviços de análises clínicas, métodos endoscópicos e diagnóstico por imagem entraram na auditoria, junto da gestão estratégica em qualidade, comunicação, segurança institucional e assistência nutricional.
O que muda na prática
Com esse ciclo, o HRAS reforça o compromisso com melhoria contínua e com a segurança de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A própria unidade aponta que, em 2025, ultrapassou 1.018.957 atendimentos, registrou mais de 20 mil diárias de UTI e 24.541 sessões de hemodiálise.
Os números citados também incluem 12.189 cirurgias e mais de 53 mil consultas especializadas, mantendo uma operação voltada à alta complexidade. E um exemplo direto de protocolo citado na matéria foi a UTI Adulto: nos últimos 12 meses consecutivos, anulou qualquer Infecção Primária de Corrente Sanguínea (IPCS), definida como infecção sistêmica grave quando microrganismos invadem a circulação.
- Certificação: manutenção de Acreditado Pleno (Nível 1) pela ONA
- Foco da auditoria: protocolos de segurança, gestão e controle de infecções
- UTI (exemplo citado): IPCS anulada nos últimos 12 meses
- Satisfação do usuário: média de 95,25% em 2026
“O reconhecimento ONA 1 no HRAS é a reafirmação do nosso compromisso diário com a saúde de todos que nos procuram”, disse o diretor-geral do HRAS, Flávio Tavares.
No fim, a consequência é bem concreta: a avaliação busca manter padrões que reduzem risco e sustentam confiança. E daí pra mim, usuário do SUS, é isso que importa: saber que a rotina do hospital é checada por padrões reconhecidos, não por impressão ou promessa.
