Bem-Estar

Judô para neurodivergentes leva inclusão e medalhas a 120 crianças em Rondônia

A iniciativa terapêutica do Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero) foca no desenvolvimento social e físico das crianças com aulas em dois turnos.

Publicada em 25 de maio, 2026.

Atualizada em 21 de agosto, às 12:01.

Judô para neurodivergentes leva inclusão e medalhas a 120 crianças em Rondônia
Projeto de aulas de judô no Cero tem objetivo de estimular o desenvolvimento físico, emocional e social dos pacientes

Lembra de quando a rua inteira se reunia para jogar bola e a gente adaptava as regras para que todo mundo pudesse participar? O esporte só funciona de verdade quando inclui todo mundo, e é exatamente essa a dinâmica que está transformando a vida de dezenas de famílias em Rondônia.

No último sábado (23), 120 crianças neurodivergentes (pessoas com desenvolvimento neurológico atípico) participaram do 1º Festival de Judô no Colégio Militar Tiradentes, em Porto Velho. Desenvolvido pelo governo estadual por meio do Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero), o evento reuniu diversas academias locais para celebrar a modalidade como ferramenta terapêutica. Houve entrega de medalhas para todos os participantes e lutas divididas por faixa etária.

A diretora do Cero, Andreia Zulke, explica que a evolução dos alunos vai muito além do condicionamento físico. A prática estimula a coordenação motora, a interação social e a disciplina das crianças no dia a dia. Para o governador Marcos Rocha, a iniciativa funciona como uma política de saúde pública para dar dignidade e oportunidades reais aos pacientes.

O projeto começou em maio de 2025, criado pelo coordenador e Sensei Isteferson Ferreira. As aulas ocorrem nos turnos da manhã e da tarde, atendendo diferentes faixas etárias de forma estruturada.

  • Público-alvo: Crianças neurodivergentes em tratamento.
  • Início das aulas: Maio de 2025.
  • Organização: Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero).
  • Estrutura: Lutas por faixa etária com entrega de medalhas para todos.

O que muda na prática

Para as famílias, a atividade transforma a rotina de cuidados e tira as crianças do isolamento. O secretário estadual de Saúde, Edilton Oliveira, explica que dinâmicas coletivas como essa estimulam o sentimento de cooperação e pertencimento.

O suporte clínico se complementa com o esporte. Para garantir esse avanço, o Cero atua com uma equipe multiprofissional robusta, que inclui médicos, neuropsicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos e técnicos de enfermagem.

A mãe do pequeno Theo, Tatiane Medeiros, relata que acompanhar a evolução do filho traz uma alegria imensa, destacando que o interesse dele pelo esporte é nítido e mudou o comportamento do menino em casa.

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