Vila na Itália é descoberta como novo foco de longevidade no mundo
Publicada em 26/10/2026, às 21:00
Uma pequena vila de casas antigas cravada nas montanhas da Sardenha, na Itália, acaba de ser apontada por cientistas como o mais novo centro de longevidade do planeta. Em Bolotana, cidade de apenas 2,3 mil habitantes, as mulheres idosas apresentam uma capacidade de sobrevivência impressionante: quase 14% das moradoras que completam 70 anos conseguem comemorar o centenário.
O índice de mulheres centenárias na vila é quase quatro vezes superior às taxas registradas nos Estados Unidos (3,6%) e no restante da Itália (3,5%). O levantamento foi publicado na revista científica Frontiers in Aging.
Idades comprovadas sem margem para erro
Para confirmar a veracidade dos dados, pesquisadores da Universidade de Illinois analisaram registros civis e livros de batismo da igreja local desde o início do século 20. A checagem detalhada confirmou a existência de 38 centenários entre os moradores nascidos no local entre 1900 e 1925.
A ilha da Sardenha já é famosa na ciência por abrigar populações com alta expectativa de vida, mas a vila de Bolotana chamou a atenção por ser um fenômeno majoritariamente feminino. Uma mulher de 70 anos que vive na vila ganha, em média, mais 21 anos adicionais de expectativa de vida.
Quais os segredos da rotina em Bolotana?
Embora os genes tenham papel relevante, os pesquisadores apontam que o estilo de vida simples da comunidade é o grande responsável por manter o corpo saudável por mais de um século:
- Exercício físico natural: Como a cidade fica em uma região montanhosa e cheia de ladeiras íngremes, os moradores fazem quase todos os trajetos diários a pé, sem depender de carros;
- Alimentação fresca: A dieta é baseada em alimentos produzidos na própria região, com destaque para o uso diário de azeite de oliva de alta qualidade e gorduras boas;
- Forte rede de apoio: O isolamento social é raro na cidade. As famílias moram perto umas das outras e os vizinhos mantêm o hábito de cuidar uns dos outros.
Para os cientistas, entender como os moradores de Bolotana vivem é o primeiro passo para ensinar outras cidades ao redor do mundo a promover um envelhecimento mais saudável e feliz.
