Política & Gestão

Saúde mental na rede pública: por que o Tocantins cobra regras sob medida

O secretário de Saúde do estado defendeu mudanças na política nacional do setor para atender de verdade os desafios geográficos da Região Norte.

Publicada em 27 de maio, 2026.

Atualizada em 7 de setembro, às 02:00.

Saúde mental na rede pública: por que o Tocantins cobra regras sob medida
Secretaria da Saúde - SAUDE-TO

Cuide da sua mente, porque o cansaço do dia a dia não dá trégua. Mas já pensou se o tratamento para a ansiedade ou depressão dependesse de uma estrutura de saúde que simplesmente não funciona onde você mora? Tratar a saúde mental no Brasil usando a mesma regra para todas as regiões é como mandar um motoboy fazer entregas expressas em uma comunidade ribeirinha que só se move por barcos. O veículo simplesmente não chega ao destino.

Pensando nisso, a reformulação das políticas de saúde pública ganhou foco na 5ª Assembleia do CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), realizada em Brasília nesta quarta-feira, dia 25. O secretário de Estado da Saúde do Tocantins, Carlos Felinto, representou os estados do Norte e cobrou estratégias que respeitem as distâncias e as características de cada território.

A urgência tem explicação em números reais. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), em dados de setembro de 2025, mais de 1 bilhão de pessoas convivem com algum transtorno mental no planeta. No Brasil, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) registra um aumento anual expressivo nos afastamentos do trabalho por problemas psicológicos. Ou seja, a demanda por atendimento só cresce, e a estrutura pública precisa acompanhar o ritmo.

O que muda na prática

O foco dos gestores de saúde é atualizar as diretrizes da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial, estrutura que organiza os serviços de saúde mental no país). Na prática, o debate serve para descentralizar o atendimento especializado e garantir que as verbas federais considerem os desafios logísticos da Região Norte.

  • Foco principal: Fortalecer a rede de cuidado integral e ampliar o acesso aos atendimentos especializados.
  • Ponto-chave: Adaptar a Política Nacional de Saúde Mental à realidade geográfica e social de cada estado.
  • Alvo do debate: Acelerar as respostas públicas diante do aumento de casos registrados pós-pandemia.

No fim das contas, a discussão em Brasília tenta garantir que, quando um morador do interior do Tocantins precisar de apoio psicológico, ele encontre um serviço estruturado perto de casa, e não apenas uma regra bonita no papel. Afinal, para o atendimento chegar a quem precisa, o meio de transporte precisa ser adequado ao terreno.

Cooperação na SaúdePolíticas PúblicasSaúde Pública
Banner

Mais notícias