Hospital Ophir Loyola transforma rotina de internação com festa junina e música
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 1 de julho, às 08:00.
Passar dias em um leito de hospital pode ser exaustivo, mas um grupo de profissionais decidiu encher a rotina de cores. Uma festa junina levou música, dança e acolhimento para a Unidade de Atendimento Imediato 2 (UAI 2) do Hospital Ophir Loyola. A ação funciona como aquela visita surpresa daquela tia querida que traz um bolo de fubá quentinho: quebra a rotina pesada e lembra que há vida lá fora.
O chamado Arraiá do Afeto movimentou os corredores da instituição com a apresentação do cantor Paulinho Moreno e do grupo de quadrilha Azabumba, vindo do município de Ananindeua. A equipe multiprofissional (grupo de saúde formado por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e outros especialistas) organizou a ação focando no bem-estar emocional de quem está internado.
Para os pacientes, a iniciativa é um respiro em meio ao tratamento. A aposentada Joana dos Santos Gomes, de 63 anos, que está internada na unidade, relatou que esses momentos trazem felicidade real durante o período de enfermidade.
O que muda na prática
A assistência humanizada (modelo de atendimento que prioriza o bem-estar psicológico e o respeito ao paciente além do cuidado médico tradicional) atua diretamente na resposta do corpo ao tratamento de saúde.
O projeto foi desenhado para combater o isolamento hospitalar através de três pilares:
- Pertencimento: reconectar quem está internado com as tradições culturais do calendário brasileiro fora das paredes do hospital.
- Acolhimento: usar o estímulo emocional positivo para aliviar a ansiedade provocada pelo período de internação prolongada.
- Integração: aproximar pacientes, familiares e os próprios profissionais de saúde por meio de momentos de descontração.
Segundo a assistente social Mônica Vilhena, a cura vai muito além dos remédios tradicionais e passa pelo afeto e pela sensação de participação social dos pacientes. O voluntário Renan Oliveira, que se apresentou com a quadrilha Azabumba, reforça como a solidariedade externa ajuda a construir uma percepção mais leve da vida no ambiente hospitalar. No final das contas, o acolhimento é o ingrediente que transforma o hospital em um espaço de esperança.

