Anvisa aprova 5 novas canetas para tratar diabetes e obesidade no país
28/10/2026, às 21:00

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a concessão de registro para cinco novas canetas injetáveis desenvolvidas à base das substâncias liraglutida e semaglutida. Com as novas publicações no Diário Oficial da União, o país soma 20 medicamentos dessa categoria autorizados apenas ao longo do ano de 2026.
As canetas atuam como agonistas do receptor de GLP-1, simulando no organismo a ação de um hormônio intestinal que regula a secreção de insulina, o controle do açúcar no sangue e a sensação de saciedade.
Quais são os novos medicamentos aprovados?
As novas autorizações dividem-se conforme a indicação clínica específica aprovada pela agência:
Indicadas para o tratamento de Diabetes Tipo 2:
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Aribet (liraglutida): Registrado pela Farma Vision e fabricado pela indiana Biocon (aplicação diária).
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Embeltah (semaglutida): Registrado pela Dr. Reddy's e fabricado pela OneSource Specialty (aplicação semanal).
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Sevema (semaglutida): Registrado pelo Aché Laboratórios e fabricado pela OneSource Specialty (aplicação semanal).
Indicadas para o manejo da Obesidade e Sobrepeso:
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Lyrza (liraglutida): Registrado pela Farma Vision e fabricado pela Biocon, com indicação associada a dieta e exercícios.
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Wylovol (liraglutida): Registrado pela Farma Vision e fabricado pela Biocon, também voltado ao controle de peso corporal.
A Anvisa ressalta que, embora utilizem as mesmas moléculas ativas de marcas consagradas no mercado, uma caneta autorizada para diabetes não pode ser prescrita automaticamente para emagrecimento sem indicação em bula.
Incentivo do Ministério da Saúde e regras de venda
A aceleração nas análises regulatórias pela Anvisa responde a uma diretriz iniciada em meados de 2025, a pedido do Ministério da Saúde. O objetivo é diversificar os fornecedores, prevenir o desabastecimento e fortalecer as bases do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis).
Especialistas lembram que a aprovação sanitária é apenas a primeira etapa antes da chegada às prateleiras. As datas de lançamento e os preços das novas canetas dependem de negociações e do teto de valores estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Por determinação da vigilância sanitária, a venda de qualquer medicamento agonista de GLP-1 exige obrigatoriamente a apresentação de receita médica especial com retenção na farmácia, prevenindo o uso sem acompanhamento profissional e minimizando riscos de efeitos colaterais como náuseas severas, distúrbios gastrintestinais e pancreatite.
