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Queimadura em festa junina: saiba como evitar risco e socorrer certo

Com o aumento de casos de janeiro a maio e a chance de sequelas, a Sesa reforça medidas simples para resfriar corretamente e acionar o socorro nos tipos de queimadura mais graves

Publicada em 20 de junho, 2026.

Atualizada em 15 de julho, às 08:00.

Queimadura em festa junina: saiba como evitar risco e socorrer certo
Secretaria da SaúdeSES Paraná (SESA)

Festa junina combina com fogueira, fogos e aquele calor gostoso do ar livre. Só que, quando a queimadura acontece, o estrago pode ficar sério: a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta que casos graves podem levar a internações prolongadas, cirurgias, limitações funcionais e cicatrizes permanentes.

Na prática, o alerta ganha força justamente porque é nessa época que aumenta a exposição a fogo e líquidos quentes. E os números mostram que o cuidado não é detalhe. De janeiro a maio deste ano, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou 507 internamentos e 722 atendimentos por queimaduras.

A Sesa também aponta a dimensão do problema em 2025: foram 1.638 pessoas atendidas em urgência pelo Samu e 1.962 com necessidade de internações hospitalares.

O ponto-chave, segundo o órgão, são as queimaduras de segundo grau, que podem envolver cabeça, tronco e membros superiores (principalmente mãos e braços). Elas podem ser causadas por líquidos quentes, uso de fogos de artifício, acendimento de fogueiras e por chegar perto demais do fogo. Dependendo da gravidade, o quadro pode evoluir para risco de morte.

Pensa assim: queimadura é como “estourar uma panela de pressão” na pele. O estrago começa no calor, mas quem decide o tamanho do problema é o que você faz nos primeiros minutos.

O que muda na prática

A orientação é diferente conforme o tipo de queimadura.

  • 1º grau (vermelhidão): colocar a área embaixo de água corrente fria por cerca de 10 minutos; compressas úmidas e frias ajudam.

  • 2º grau (com bolha): não furar a bolha, porque o corpo reabsorve o líquido.

  • 3º grau (mais profunda), por substâncias químicas ou eletricidade: é caso de cuidados médicos urgentes.

Se for necessidade de socorro, acione 192 (Samu) ou 193 (Siate), vinculado ao Corpo de Bombeiros Militar do Paraná.

Enquanto o atendimento não chega, o procedimento básico é interromper a fonte de calor e afastar a pessoa do perigo. Para resfriar a área, use apenas água corrente por 10 a 15 minutos ou solução fisiológica. Evite gelo e qualquer outro produto, que pode piorar o ferimento. Também retire acessórios como relógio, anel, aliança e até blusa comprida que possam prender na pele. Para aliviar a dor, a recomendação é usar gaze ou pano úmido.

Campanha e atendimento no SUS

O Hospital Universitário da Universidade de Londrina (UEL) mantém o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), unidade referência no Estado, e promove a campanha Junho Laranja, em alusão ao Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras, em 6 de junho. A iniciativa é nacional, idealizada pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), e o tema deste ano é "Trabalho seguro sem queimaduras: Prevenção é o melhor equipamento de proteção".

No Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento é integral e gratuito. O Paraná tem 35 leitos disponíveis (sendo 23 cirúrgicos e 12 UTI). Para casos graves, com necessidade de internação prolongada, há leitos especializados, com referências como o Hospital Universitário de Londrina e o Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba.

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