Copa do Mundo: metas de segurança do paciente pediátrico viram jogo
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Na internação pediátrica, a rotina acelera: exames chegam, perguntas aparecem, a criança reage e o cuidado precisa ser seguro o tempo todo. O problema é simples: quando a informação não é clara e repetível, todo mundo do leito sente. Na Santa Casa, o Internato da enfermaria pediátrica transformou esse desafio em atividade com o Campeonato Cuidado Seguro, inspirado na Copa do Mundo.
A ideia veio em forma de álbum de figurinhas, como um “manual de bolso” que a equipe consegue retomar durante o dia. Em vez de as seis metas de segurança do paciente ficarem só no que se fala na rotina, elas viram conteúdo que a criança acompanha e reconhece.
O álbum destaca seis pontos: identificação correta do paciente; comunicação efetiva; segurança no uso de medicamentos; cirurgia segura; higienização das mãos; e redução do risco de queda e lesão por pressão. A enfermeira Sabrina Almeida, idealizadora da atividade, explica que aproveitar o clima da Copa ajuda a colocar práticas essenciais da pediatria na conversa diária, fortalecendo um cuidado humanizado com participação da família, mas sem perder o método.
Para entender como isso chega na prática, o paciente Jhonata Gemaque, de 13 anos, contou que ainda não conhecia as metas. Ainda assim, foi especialmente atraído por cirurgia segura, conectando o tema à atenção da equipe e ao envolvimento do próprio paciente para reduzir riscos durante o processo.
O que muda na prática
Ou seja: as metas saem do “discurso” e ganham um formato que a criança entende e consegue acompanhar. A proposta também puxa os acompanhantes para a dinâmica, reforçando os pontos no dia a dia.
-
Aprendizado: as seis metas de segurança do paciente viram conteúdo do álbum, com repetição no cotidiano
-
Família no cuidado: acompanhantes participam e ajudam a sustentar os temas trabalhados
-
Segurança lembrada: pontos como identificação correta do paciente, segurança no uso de medicamentos e higienização das mãos aparecem com frequência
-
Engajamento com sentido: o formato favorece adesão ao tratamento de forma mais concreta
A iniciativa não ficou só nas figurinhas. No serviço de terapia renal substitutiva pediátrica da Santa Casa, a equipe multiprofissional adaptou a lógica para uma “gincana”, chamando as crianças de jogadores e os acompanhantes de torcida. Dentro da Copa dos Campeões da Vida: cada cuidado é um gol, cada conquista é uma vitória!, os desafios foram ligados à autonomia, ao autocuidado e à participação ativa de crianças em hemodiálise.
A terapeuta ocupacional Clévia Dantas resume o objetivo: buscar adesão ao tratamento e valorizar conquistas diárias, com trabalho em equipe envolvendo crianças e responsáveis. No fim, a mensagem aterrissa direto: segurança não é só protocolo. Quando a criança entende por que aquilo importa, fica mais fácil transformar orientação em cuidado de verdade. E daí pra mim: quando vira conversa que faz sentido, todo mundo participa melhor.
