AVC: Unidades do Eixo Crítico do Huse garantem monitoramento contínuo
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 14 de julho, às 02:00.
Quando um caso grave chega e a família pensa “será que vão perceber a piora a tempo?”, a rotina das Unidades de Apoio Crítico (UAC) e Cardiovascular (UCV) do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) foi desenhada para responder rápido. É o que aparece no relato de Ana Carolina Santos Bastos, estudante que acompanha o avô José Hamilton dos Santos, de 73 anos, internado após sofrer um AVC.
O paciente foi atendido primeiro pelo Samu 192 Sergipe, passou pela Ala Vermelha e, depois, seguiu para a UAC, onde permanece internado. Ana Carolina descreve que o quadro foi súbito: “Ele perdeu os movimentos, não falava e foi atendido pelo Samu. Chegou na Ala Vermelha e logo depois já estava na UAC. Desde o início nunca faltou cuidado”.
No Huse, o atendimento nessas unidades integra o chamado Eixo Crítico, com foco em cuidado humanizado mesmo para pacientes de alta complexidade. A ideia é manter o paciente bem vigiado e com suporte multiprofissional durante todo o período em que está em estado grave. Na prática, as equipes trabalham para acompanhar de perto a evolução clínica e acelerar decisões quando algo muda.
Na UAC, entram casos como instabilidade hemodinâmica ou respiratória (ou seja, quando a circulação ou a respiração não ficam estáveis), politraumas, pós-operatórios de grande porte e pacientes vindos da Ala Vermelha após estabilização inicial.
Já a UCV reúne o cuidado de pacientes cardiológicos e neurológicos de alta complexidade, incluindo síndromes coronarianas agudas, insuficiência cardíaca descompensada, arritmias graves, pós-operatórios vasculares e casos de AVC que exigem acompanhamento intensivo.
O ponto-chave é a continuidade do cuidado: a apoio gerencial das unidades, Martha Nunes, explica que o funcionamento depende de atuação integrada entre equipes médicas, de enfermagem e áreas de apoio, apoiada por protocolos assistenciais que orientam desde a admissão até a evolução do paciente — para alta, transferência para enfermaria ou necessidade de UTI.
O que muda na prática
Pense como quem dirige um carro em dia de neblina: o caminho não depende de “sorte”, depende de vigilância constante dos instrumentos e de reagir rápido quando o painel mostra mudança. Nas UAC e UCV, o monitoramento contínuo serve exatamente para isso — acompanhar sinais vitais, evolução clínica e resposta ao tratamento para intervir rapidamente e, quando necessário, transferir para UTI.
- Segurança do paciente: monitoramento constante para identificar mudanças no quadro e reduzir atrasos na intervenção
- Integração de equipes: atuação contínua entre equipes médicas, de enfermagem e áreas de apoio
- Apoio por protocolos: orientação do fluxo desde a admissão até a evolução (alta, enfermaria ou UTI)
- Transferência quando piora: encaminhamento imediato para UTI quando há piora clínica ou necessidade de suporte mais intensivo
O fluxo assistencial segue o perfil do paciente: entrada pela Ala Vermelha, encaminhamento para UAC ou UCV, e depois evolução para enfermaria ou UTI conforme a condição. A transferência para UTI acontece quando há piora clínica, necessidade de ventilação mecânica prolongada ou disfunção orgânica grave. E, quando a evolução é favorável, a equipe encaminha para a enfermaria com segurança.
As unidades contam com equipes multiprofissionais atuando de forma ininterrupta. Entre os quadros citados estão sepse, infarto agudo do miocárdio, AVC, pós-operatório de alto risco, ventilação não invasiva e mobilização precoce, sempre seguindo critérios clínicos definidos.

