Saúde quilombola no TO ganha oficina para aproximar gestores e comunidades
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 19 de junho, às 12:20.
A Secretaria de Saúde do Tocantins (SES-TO) juntou gestores e profissionais de saúde em Natividade, nos dias 15 e 16 de junho, para a Oficina de Saúde Quilombola. O encontro serviu para ouvir os moradores do Quilombo Brejão sobre a assistência oferecida por lá e discutir os desafios e o futuro da saúde em territórios quilombolas.
É como se a gente estivesse ajustando o GPS da saúde para não deixar nenhuma comunidade quilombola para trás. A oficina abordou a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, o incentivo financeiro para equipes de Saúde da Família que atuam nessas áreas (definido pela Portaria GM/MS nº 9.572 de 2025) e os novos indicadores do Ministério da Saúde.
Tatiane Alves, diretora de Atenção Primária à Saúde da SES-TO, disse que a oficina foi um momento crucial para aprender, trocar experiências e fortalecer as ações para a população negra e quilombola. "Isso ajuda os municípios a se prepararem para implementar políticas públicas e acessar incentivos federais", explicou.
Paula Rey Vilela, psicóloga e técnica do Núcleo de Equidade, contou que a ideia é levar essa oficina para outras regiões do estado com comunidades quilombolas. "Esses espaços são essenciais para pensarmos sobre o trabalho e as ações da Atenção Primária nesses territórios", afirmou.
Gislaine Nunes, diretora de Atenção Primária de Chapada de Natividade, que tem duas comunidades quilombolas, Taboca e Mata Grande, sentiu que a participação na oficina fortaleceu as ações. "A gente consegue promover uma assistência mais inclusiva, justa e que respeita as especificidades culturais, garantindo saúde de qualidade e dignidade", comentou.
Ela ainda destacou a importância do apoio do Estado. "A população quilombola precisa de atenção mais próxima, mais recursos e pessoas comprometidas com seus direitos", ressaltou.
Dulcilene Nunes de Carvalho Cardoso, representante do Quilombo Brejão, reforçou o valor da visita da equipe. "Quando a gente vê de perto, a realidade fica clara. Entendemos que saúde é um direito, não um favor. A presença da equipe renova nossa esperança de que as necessidades do Quilombo Brejão sejam vistas e ouvidas, para que nosso povo tenha uma saúde mais digna no dia a dia."
O que muda na prática
A iniciativa busca garantir que a Atenção Primária à Saúde chegue com mais qualidade e equidade às comunidades quilombolas. A expectativa é que, com o diálogo ampliado e o acesso a incentivos federais, as ações de saúde nessas regiões sejam fortalecidas, respeitando as especificidades culturais e garantindo o direito à saúde para todos.
