Bem-Estar

SAMU Aéreo com helicóptero: municípios recebem treinamento para salvar mais rápido

Representantes das bases descentralizadas do SAMU Estadual participaram, nesta quinta-feira (25), de mais uma etapa do treinamento para a implantação dos atendimentos do SAMU Aéreo com helicóptero na rede estadual de saúde, com foco no manejo do paciente até a aeronave e integração com hospitais dos municípios atendidos.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 11 de julho, às 18:00.

Quando a ambulância chega tarde, o intervalo entre o “quase” e o “precisamos agora” pesa. É por isso que o SAMU Estadual do Piauí está treinando equipes de municípios para usar o SAMU Aéreo com helicóptero na rede estadual de saúde.

Nesta quinta-feira (25), representantes das bases descentralizadas participaram de mais uma etapa da capacitação no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CEFAP). A atividade teve apoio do Grupamento Aéreo da Polícia Militar do Piauí.

A ideia, primeiro, é bem prática: durante o treinamento, os profissionais aprenderam a conduzir o manejo do paciente durante o transporte até a aeronave. Ou seja, foco no que acontece entre a equipe e a decolagem, com segurança do início ao fim.

Foram indicados pelo SAMU equipes que atuam em Barras, Campo Maior, Esperantina, Pedro II, Piripiri, União, José de Freitas, Altos e Água Branca.

“Vamos finalizar o treinamento da segunda turma da equipe do SAMU Aéreo e, em seguida, realizaremos uma reunião com os diretores dos hospitais localizados nos municípios que receberão o serviço de resgate com aeronave de asa rotativa, para que eles compreendam o funcionamento desse tipo de atendimento e como ele se integrará às unidades de saúde”, explica Cristiane Rocha, coordenadora do SAMU Estadual.

Na prática, o que muda no atendimento? Pense no helicóptero como uma “ponte aérea” que chega onde a rota normal não dá conta. O ponto central é encurtar o caminho e ampliar acesso. O texto destaca que o helicóptero ajuda a reduzir o tempo de resposta e alcançar locais em que aviões não conseguem pousar.

O que muda na prática

  • Rótulo: Redução de tempo de resposta — a operação aérea busca diminuir o intervalo até o atendimento.
  • Rótulo: Chegada em áreas difíceis — o resgate pode ocorrer em locais onde aviões não operam e onde há restrição de acesso.
  • Rótulo: Integração na rede — a reunião com diretores hospitalares deve alinhar o funcionamento do resgate com as unidades de saúde.
  • Rótulo: Segurança nas operações — o treinamento prático ensina como posicionar a maca e como se aproximar e se afastar da aeronave.

O coronel Cleiton Gomes, gerente de Operações Aéreas da Secretaria da Segurança Pública do Piauí, resume que a capacitação tem uma parte teórica e agora entra na fase prática: “ensinando como operar efetivamente com esse tipo de aeronave”, incluindo onde posicionar a maca e como garantir mais segurança para equipe e pacientes.

Para Telmo Mesquita, coordenador da Rede de Urgência e Emergência do estado, a modalidade preenche uma lacuna histórica na assistência de urgência e emergência. O helicóptero, segundo ele, amplia a cobertura do SAMU e contribui para que mais vidas sejam salvas.

E daí pra mim? Se o socorro ganha velocidade e consegue chegar onde antes era mais complicado, o impacto aparece na ponta: mais chance de atendimento no momento certo, com preparo de quem está no terreno e de quem recebe o paciente na chegada.

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