Política & Gestão

Cisternas no Semiárido: Mais de 20 mil famílias ganham água potável com investimento de R$ 250 milhões

Ação do Governo Federal vai instalar reservatórios em 498 municípios, garantindo segurança hídrica e reforçando a saúde em regiões vulneráveis.

Publicada em 17 de junho, 2026.

Atualizada em 19 de junho, às 12:40.

Cisternas no Semiárido: Mais de 20 mil famílias ganham água potável com investimento de R$ 250 milhões
Ministério da SaúdeMinistério da Saúde

Imagine que sua casa tem uma caixa d'água gigante para pegar a chuva. É mais ou menos isso que vai acontecer para mais de 20 mil famílias no Semiárido brasileiro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou de um evento nesta quarta-feira (17) que autorizou a instalação de 20,9 mil cisternas em 498 municípios. O investimento total passa de R$ 250 milhões e é uma das maiores ações recentes para garantir água de qualidade na região.

Durante a cerimônia, também rolou a posse do novo presidente da Funasa, Lenildo Morais. O ministro Padilha fez questão de frisar que ter água potável é a base para ter saúde, evitar doenças e se preparar para as mudanças climáticas. "Levar água ao povo do Semiárido brasileiro é uma das ações mais importantes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O aumento da temperatura média eleva o risco de secas e enchentes, exigindo novos desafios para o saneamento", disse ele.

As cisternas vão aparecer em estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A ideia é simples: captar e guardar a água da chuva para o consumo, o que dá mais segurança hídrica, diminui a vulnerabilidade das famílias e melhora a qualidade de vida.

A autorização das obras marca o começo da implantação dessa iniciativa, que vai dar mais segurança no abastecimento para muita gente, diminuir a dependência de fontes de água duvidosas e proteger as famílias durante os períodos de seca.

Prioridade para quem mais precisa

Essa nova etapa é fruto de um trabalho que começou em 2025, com a Funasa selecionando os municípios que poderiam receber as cisternas. No fim, 498 municípios foram escolhidos.

Na hora de escolher quem seria beneficiado, o foco foi em famílias em situação de maior vulnerabilidade, como as chefiadas por mulheres, pessoas com deficiência, inscritas no CadÚnico e comunidades quilombolas.

Antes de liberar as obras, equipes técnicas da Funasa foram a campo, analisaram tudo e fizeram vistorias para garantir que os planos e os locais escolhidos seguiam os critérios técnicos.

Além de garantir água para beber, a ação ajuda a prevenir doenças ligadas à falta de água e ao abastecimento inadequado, fortalecendo o trabalho de saúde ambiental do Governo do Brasil. Ter água segura é estratégico para proteger a saúde da galera e deixar as comunidades mais fortes contra os efeitos das mudanças climáticas.

Com as 20.976 cisternas que serão instaladas, o Brasil dá um passo importante para melhorar a saúde, a qualidade de vida e a dignidade de milhares de famílias no Semiárido, mostrando o compromisso do SUS com a prevenção, a igualdade e a adaptação ao clima.

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