Curso de cuidadores do AME CRI Norte: 41ª turma e 6 mil apoiados
Publicada em 24 de maio, 2026.
Atualizada em 11 de julho, às 12:00.

Cuidar de um idoso em casa costuma exigir mais do que boa vontade. No AME CRI Norte, na zona norte de São Paulo, o ponto de partida é orientar quem está no dia a dia: a unidade concluiu o 41° curso de Orientação aos Cuidadores Informais de Idosos, com mais de 6 mil pessoas participando.
Pensa no curso como uma “receita de molho” que deixa o prato mais fácil de acertar. Sem inventar moda, o AME CRI Norte passa estratégias de cuidados no domicílio e ajuda cuidadores a lidar com o envelhecimento no caminho saúde/doença, além de técnicas de manejo no cotidiano. A ideia é que o idoso ganhe promoção de saúde e bem-estar, e que quem cuida tenha autonomia e independência para sustentar esse cuidado.
O curso faz parte do Programa de Cuidadores, que tem como base a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI). Na prática, o foco é oferecer informações e orientações para cuidadores informais que atuam em casa, seja família, amigos ou vizinhos, acompanhando idosos atendidos no próprio AME CRI Norte.
O projeto é coordenado pelo Serviço Social da unidade e envolve toda a equipe multidisciplinar do ambulatório, com participação de profissionais assistenciais e médicos. A coordenação também cita que o curso incentiva mudanças tanto nos cuidadores quanto nos idosos.
Andréia Magalhães, coordenadora do Serviço Social, resume a lógica do trabalho: “O projeto foi construído por muitas mãos e os resultados alcançados se devem ao empenho de toda equipe”. Já Yasmin Sabugari, assistente social, aponta outros eixos do programa: o “Cuidando do Cuidador”, voltado à prevenção de sobrecarga e ao impacto do cuidado no domicílio, e também à preservação do autocuidado; e o “Geração de Renda”, com ações complementares de promoção de renda.
O ponto-chave aqui é que o curso não busca “qualificar” para trabalho profissional. Segundo a coordenação, a proposta é atuar como apoio a cuidadores informais, dentro do programa.
Em atividades de orientação, são repassadas assistências necessárias tanto para o idoso quanto para o cuidador. Alexandre Rocha Alves de Albuquerque, de 48 anos, participou da última edição do curso e é filho de Ana Maria Rocha de Albuquerque, paciente do AME CRI Norte há quase 12 anos. Ele diz que a experiência foi esclarecedora com técnicas e materiais, e também que ajudou a aprender autocuidado: “precisamos de um momento para nós para poder cuidar dos nossos idosos”.
O que muda na prática
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Rótulo: Público-alvo: cuidadores informais de idosos atendidos no AME CRI Norte (familiares, amigos e vizinhos)
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Rótulo: Objetivo do curso: orientar estratégias de cuidado no domicílio e manejo no envelhecimento
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Rótulo: Frequência: realizado a cada seis meses no AME CRI Norte
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Rótulo: Como chegam os encaminhamentos: por meio das interconsultas emitidas pelos profissionais
E daí pra mim? Se você cuida por conta própria, é menos achismo e mais método para sustentar o cuidado em casa, com espaço para o cuidador também se cuidar.
