Rivotril sublingual volta às farmácias após um ano de falta no país
Publicada em 26/10/2026, às 21:00

Após cerca de um ano fora das prateleiras, o Rivotril (clonazepam) na versão sublingual de 0,25 mg voltou a ser distribuído nas redes de farmácias de todo o Brasil. O retorno do medicamento foi confirmado pela Biopas Brasil Produtos Farmacêuticos, empresa responsável pela comercialização do produto no país.
O desabastecimento da apresentação sublingual se arrastava desde o segundo semestre de 2025. A fabricante previa regularizar as entregas no primeiro semestre de 2026, mas o processo de distribuição levou mais alguns meses para ser totalmente restabelecido.
Por que o medicamento ficou em falta?
A escassez do remédio ocorreu devido à transferência de sua fábrica para a Europa. Enquanto a produção da versão oral em gotas foi movida para a Itália e normalizada em março de 2026, a fabricação das doses sublinguais de 0,25 mg e de comprimidos de 2 mg passou para a Espanha, o que exigiu adequações de registro e logística.
Indicações e cuidados no uso
O Rivotril é uma das marcas mais conhecidas do clonazepam, remédio da classe dos benzodiazepínicos que atua diretamente no sistema nervoso central. O medicamento é indicado para:
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Transtornos de ansiedade e de pânico;
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Crises epiléticas e convulsivas;
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Determinadas condições neurológicas e psiquiátricas.
Por ser um medicamento de tarja preta, sua venda exige receita médica retida na farmácia. Especialistas alertam que o remédio não deve ser utilizado sem acompanhamento contínuo, pois o uso prolongado pode causar tolerância e dependência química.
Cuidados na troca por genéricos ou outras doses
As diferentes versões do Rivotril (gotas, comprimidos e sublingual) não devem ser trocadas por conta própria, pois cada formato possui velocidade e taxa de absorção distintas pelo organismo.
Para pacientes que precisam migrar para marcas genéricas ou similares devido a custos, médicos do Instituto de Psiquiatria da USP (IPq-HCFMUSP) recomendam escolher o produto de um único laboratório de confiança e manter o uso da mesma marca ao longo do tratamento. Ficar alternando entre diferentes fabricantes pode alterar a eficácia e a tolerância do organismo ao medicamento.
