Cirurgias eletivas no Paraná: Opera Paraná reduz espera e acelera acesso
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.
Se a sua impressão é que a fila de espera no SUS nunca anda, o Paraná está tentando medir isso na prática. Na rede pública, uma cirurgia eletiva passou a acontecer em média a cada 40 segundos.
O “motor” dessa aceleração é o Opera Paraná, que registrou 253.827 procedimentos entre janeiro e abril de 2026. A proposta do programa é ampliar o acesso a cirurgias de média e alta complexidade, levando mais oferta para diferentes especialidades e regiões.
Pensa no Opera Paraná como um cronômetro de cozinha: quanto mais a etapa avança sem travar, menos coisa fica parada esperando a vez. Aqui, a etapa em questão é chegar até a cirurgia, e os números mostram que a esteira está mais ativa.
Para sustentar esse ritmo, o Governo do Paraná informa que, desde 2022, o Tesouro do Estado destinou mais de R$ 1,4 bilhão. O objetivo é reduzir o tempo de espera e aumentar a capacidade de atendimento, com expansão da rede assistencial e mais serviços especializados.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, descreve a estratégia como uma política permanente de ampliação do acesso, com fortalecimento de hospitais e aumento da capacidade para atender pacientes cada vez mais rápido e mais perto de casa.
O que muda na prática
A reportagem traz o caso de Cerli Camiccia, de 68 anos, moradora de Renascença, na macrorregião Oeste. Em abril de 2026, ela fez cirurgia de joelho pelo SUS do Paraná e contou que melhorou a qualidade de vida, com acompanhamento na fisioterapia.
O recorte que mais pesa para o dia a dia, porém, é a espera. Em 2022, o prazo médio para cirurgias eletivas era de 105 dias. Atualmente, é de 57 dias, uma queda de 45,7% ao longo de quatro anos.
E o volume acompanhou essa virada pós-pandemia, ajudando a explicar por que a fila passou a andar:
- 2021: pouco mais de 331 mil procedimentos
- 2022: mais de 488 mil
- 2023: 600.348
- 2024: 697 mil
- 2025: 790.629
Dentro do que o Opera Paraná executa, o programa envolve hospitais públicos, filantrópicos e prestadores do SUS para ampliar a oferta em especialidades diferentes.
Ou seja: se a fila reduz e a quantidade de cirurgias cresce, a consequência prática é menos tempo aguardando para quem depende do SUS no Paraná.

