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Tríplice viral: o que saber antes de embarcar para a Copa do Mundo

Atualização da caderneta de vacina previne dor de cabeça, doenças e garante mais segurança

Publicada em 25 de maio, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Tríplice viral: o que saber antes de embarcar para a Copa do Mundo
Imunizantes da tríplice viral e da febre amarela devem entrar na lista de prioridades dos viajantes. Foto: Sandro Araujo/Agência Saúde DF

Pensa em preparar a mala para a Copa do Mundo e, ao mesmo tempo, travar a parte mais chata da viagem: a saúde. Com muita gente circulando, atualizar a vacina vira aquele passo “básico” que pode evitar dor de cabeça lá na frente.

Na prática, a orientação é clara: ir antes para a Unidade Básica de Saúde (UBS) e colocar o cartão de vacina em dia. O foco fica principalmente na tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e na dose contra febre amarela.

“Atualizar o cartão de vacina na UBS é a principal orientação”, diz o enfermeiro do Ambulatório do Viajante do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Thallys Silva. A ideia é simples de entender: é como conferir o “cartão do metrô” antes de sair de casa. Se estiver ok, a viagem flui melhor; se estiver faltando algo, qualquer imprevisto vira problema.

Tríplice viral: quem precisa e com que antecedência

O cenário global reforça o cuidado com sarampo. Em 2025, foram confirmados 248.394 casos no mundo. O mesmo ano registrou mais de 14 mil casos no México, além de 36 mortes; os Estados Unidos tiveram 49 surtos; e o Canadá perdeu, em 2026, a certificação de país livre do sarampo.

No Brasil, o país segue como livre da circulação do vírus, com o título conquistado em 2024. Ainda assim, os dados de 2025 chamam atenção: 94,7% dos casos confirmados (ou seja, 36 de 38) ocorreram em pessoas sem histórico vacinal.

Pelas diretrizes do Ministério da Saúde, pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da tríplice viral. Já adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose.

Para quem vai viajar, a UBS pede planejamento: procurar com pelo menos 15 dias de antecedência. Se esse prazo não for possível, a orientação é receber a dose mesmo assim, porque ainda pode conferir proteção.

Febre amarela: pense também na rota

A atenção não fica só no destino final. Silva lembra que, às vezes, a pessoa olha apenas para o país do jogo e esquece a rota: se houver escala em um lugar que seja rígido com o certificado, a situação pode complicar.

Isso vale porque, apesar de México, Canadá e Estados Unidos não exigirem Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) para entrar, o viajante pode passar por outros países durante o caminho.

O esquema indicado para febre amarela é dose aos 9 meses, com reforço aos 4 anos; e dose única a partir dos 5 anos. Em áreas de risco ou países que exijam o certificado, a recomendação é tomar a dose pelo menos dez dias antes da viagem.

Para emitir o CIVP, o caminho é pelo aplicativo do Meu SUS Digital: acessar o ícone de certificação e imprimir a guia. A recomendação é salvar uma cópia no celular, para ficar com acesso rápido.

O que muda na prática

  • Proteção antecipada: atualizar a tríplice viral e a febre amarela reduz a chance de problemas ao enfrentar multidões e deslocamentos
  • Cumprimento do prazo: pelo menos 15 dias para tríplice viral e dez dias para febre amarela
  • Segurança na rota: atenção a escalas, já que o certificado pode ser exigido em alguns países
  • Vacinação acessível: as doses estão disponíveis em mais de 170 UBSs no Distrito Federal

Como forma de resolver tudo com menos estresse, a reportagem também reforça que as vacinas estão disponíveis em mais de 170 UBSs do Distrito Federal, com atendimento mediante documento de identidade válido e com foto, além da caderneta vacinal se a pessoa tiver.

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