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Quadrilhas Boa Vista 2026: amor materno e história fecham o concurso

A última noite do Boa Vista Junina 2026, no dia 17, terminou com Coração Caipira, Zé Monteirão e Eita Junino misturando amor materno, Revolução Pernambucana e homenagens a poetas da cultura popular.

Publicada em 19 de junho, 2026.

Atualizada em 20 de julho, às 10:00.

Quadrilhas Boa Vista 2026: amor materno e história fecham o concurso
Chiquinho Santos é apresentador e coordenador do Concurso

Se você acha que São João é só festa, a última noite do Boa Vista Junina 2026 provou o contrário: quando o tablado vira memória, dá vontade de assistir até o fim, sabendo que tem história ali dentro. No dia 17, a Praça Fábio Marques Paracat recebeu as apresentações de Coração Caipira, Zé Monteirão e Eita Junino, encerrando o concurso do Grupo Diamante com emoção e resgate cultural.

Pensa numa receita de família: a massa é a mesma (a dança, a tradição), mas cada grupo abre o próprio ingrediente e conta o que viveu. Foi assim que as quadrilhas passaram por temas diferentes, com um fio comum de cuidado e significado.

A fala do apresentador e coordenador do concurso, Chiquinho Santos, resumiu o clima da noite. Segundo ele, a criação dos grupos puxa a competitividade e ajuda a elevar o padrão das quadrilhas, com público e jurados “completamente encantados” com o que foi visto.

Coração Caipira trouxe “amor que atravessa fases”

O grupo Coração Caipira abriu com o tema “Mãe a voz que sai do coração”. A proposta foi mostrar o amor materno como algo que acolhe e aquece, chegando a um momento de fé e emoção ao coroar Maria, mãe de Jesus.

A noiva Gabrielly Marinho contou que dançou com a filha Aurora, de 6 meses, depois de um ano do período em que subiu ao tablado grávida. Ela descreveu como é difícil explicar esse sentimento, mesmo com “todos os recursos disponíveis”.

Zé Monteirão colocou 1817 em cena

Depois, a Zé Monteirão apostou em “O Brasil que quase nasceu em Pernambuco”, buscando o ano de 1817 e a Revolução Pernambucana. O grupo apresentou a narrativa como um caminho marcado pela resistência dos moradores e pela emancipação da coroa portuguesa.

A noiva Amanda Bandeira ressaltou o peso de estrear o véu de noiva no Maior Arraial da Amazônia para contar uma história verídica: ela mencionou que foi “um momento triste”, com pessoas mortas, mas também um relato de coragem. Amanda disse ainda que a equipe entregou “o que planejamos e trabalhamos há meses”.

Eita Junino encerrou com poetas da cultura popular

Atual campeã, a Eita Junino fechou o concurso com “O baile estrelado, a festa que os poetas sonharam”. O roteiro resgatou o legado de nomes como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, além de outros mestres da cultura popular.

A noiva Khauany Nascimento afirmou que encerrar com a Eita Junino foi “uma honra” por a quadrilha ser “do coração” desde os quatro anos de idade. Ela também disse que o grupo está “na briga para manter o título”.

O que muda na prática

O concurso não ficou só na dança. Para Chiquinho Santos, a criação de grupos tem efeito direto no nível das apresentações.

  • Público: famílias acompanhando com atenção cada detalhe
  • Competitividade: mais disputa com grupos, elevando o padrão
  • Memória cultural: temas como fé, resistência e poetas da cultura popular
  • Identidade no tablado: histórias que reforçam a conexão com o nordeste

No fim, o recado é simples: cada quadrilha funciona como um capítulo contado em voz alta. E daí pra mim? É motivo para guardar essa lembrança e esperar o próximo ano, porque tradição e história ainda vão ter muita dança pela frente.

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