Política & Gestão

Acompanhamento nutricional em Santarém: hábitos mudam o tratamento, na prática

Atendimento é integrado a outras especialidades e trabalha a alimentação, prática de exercícios físicos, qualidade do sono e a saúde mental dos pacientes

Publicada em 19 de junho, 2026.

Atualizada em 16 de julho, às 14:01.

Acompanhamento nutricional em Santarém: hábitos mudam o tratamento, na prática
Em Santarém, profissional de saúde realiza consulta na Policlínica do Baixo Amazonas, no oeste do Pará /Foto: DivulgaçãoSES Pará (SESPA)

Se você já tentou “arrumar a alimentação” sozinha e deu tudo errado, a Policlínica do Baixo Amazonas, em Santarém, no oeste do Pará, está tratando isso como parte do remédio: o acompanhamento nutricional conversa com a rotina do paciente e conecta alimentação, exercícios, sono e saúde mental.

Funciona assim: entre as 36 especialidades oferecidas na unidade, a nutricionista atende de segunda a sexta-feira, com avaliações diárias. Os pacientes chegam encaminhados por médicos de diferentes áreas e passam primeiro por uma triagem, seguida de antropometria (medidas do corpo para entender como está o estado nutricional), além de análise da rotina alimentar.

O atendimento também entra em detalhes do dia a dia. A profissional pergunta como anda a prática de exercícios físicos, como é a qualidade do sono e como estão pontos de saúde mental, como ansiedade. A ideia é simples: orientar para incentivar hábitos saudáveis e ajudar a recuperar qualidade de vida.

“Eu oriento sobre os prejuízos que pequenos hábitos podem causar com o tempo e sobre a possibilidade de criar novos hábitos”, explicou a nutricionista Cristiane Assis. Ela ressaltou que não passa medicações e raramente indica suplementação. Segundo a profissional, a base é a alimentação bem ajustada à realidade de cada pessoa, com saídas da consulta acompanhadas de uma receitinha.

O que isso entrega no cotidiano. Pense no acompanhamento nutricional como montar uma “cota” de gastos antes da feira: quando você sabe o que entra e como organizar, fica mais fácil sustentar a mudança dia após dia. Por isso, a dieta não é um papel solto. Depois da primeira consulta, os pacientes retornam periodicamente para ver como está o andamento e se a dieta precisa de ajustes.

A nutricionista informou que esses retornos variam entre 15 e 30 dias, conforme o risco nutricional e o perfil do paciente, incluindo se é criança atendida pelo Natea (sigla citada na matéria). Desde o mês de abril, mais de 126 pessoas começaram o acompanhamento, saindo da unidade com dieta pronta e orientações.

Exemplo. Dona Maria Fonseca Lira, 69 anos, procura a unidade para tratar diabetes e foi encaminhada porque a condição “estava muito alta”. Ela disse que gostou da consulta e que vai seguir a dieta “ao pé da letra”.

O que muda na prática

Além de orientar, o acompanhamento nutricional fica integrado ao restante do cuidado dentro da Policlínica. A diretora executiva Léia Sandim explicou que os médicos podem encaminhar os pacientes para a nutricionista, que avalia o caso e sugere as melhores formas de tratamento, somando alimentação e hábitos saudáveis ao que já é indicado.

  • Público-alvo: pacientes de todas as idades, de grávidas e recém-nascidos a idosos
  • Foco do plano: alimentação ajustada, com atenção a exercícios, sono e saúde mental
  • Como acompanha: retorno entre 15 e 30 dias conforme risco e perfil
  • Acesso ao serviço: regulação estadual e encaminhamento pelas Unidades Básicas de Saúde

No fim, o “e daí pra mim?” é direto: com orientação contínua e avaliação do que realmente muda na rotina, o tratamento fica mais fácil de sustentar e mais alinhado ao dia a dia do paciente.

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