Computação quântica: MCTI lança 156 bolsas e acelera formação em 6 cidades
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 28 de junho, às 18:02.
Tecnologia do futuro não começa com mágica; começa com gente treinada. Nesta sexta-feira (19), em João Pessoa (PB), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) colocou em marcha a Residência em Tecnologias Quânticas – Qualificação e Empreendedorismo de DeepTechs Nacionais, focada em formar talentos, reforçar pesquisa aplicada e estimular empresas de base tecnológica em áreas estratégicas.
Pensa numa oficina que quer produzir ferramentas de precisão: quem aprende o procedimento certo primeiro consegue repetir o resultado depois, sem sorte. A residência foi desenhada para isso, com treinamento para atuação em computação quântica, microeletrônica, semicondutores e aplicações avançadas.
O plano mira a capacitação de cerca de 500 estudantes, pesquisadores e profissionais. Para sustentar o ciclo, há um investimento estimado de R$ 20 milhões ao longo de 36 meses. São 156 bolsas, com apoio de uma equipe técnica multidisciplinar em tamanho equivalente. As atividades foram planejadas para João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Goiânia (GO) e Campinas (SP).
A iniciativa se conecta à Iniciativa Brasileira para Tecnologias Quânticas (IBQuântica) e ao Centro Internacional de Computação Quântica da Paraíba (CIQUANTA-PB), que reúne infraestrutura, pesquisa científica, formação de recursos humanos e desenvolvimento tecnológico.
O que muda na prática
Na Paraíba, o programa é tratado como uma etapa para sustentar a implantação da infraestrutura quântica no estado. O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba, Claudio Furtado, afirmou que profissionais de engenharia elétrica, computação e física já participam de treinamentos especializados, incluindo atividades em parceria com instituições chinesas. A proposta é que esse grupo acompanhe a montagem dos computadores quânticos e se integre ao esforço de formação nas áreas envolvidas.
O CIQUANTA-PB, por sua vez, tem previsão de cerca de R$ 200 milhões em recursos: R$ 140 milhões do Governo da Paraíba e R$ 60 milhões do MCTI. O centro deve abrigar os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil, com capacidades de 20 e 100 qubits. (Quibits são as unidades de informação dos computadores quânticos.)
- Rótulo: Residentes em tecnologias quânticas. Valor: 156 bolsas
- Rótulo: Formação distribuída. Cidades: 6
- Rótulo: Investimento no programa. Total: R$ 20 milhões
- Rótulo: Infraestrutura conectada. Quibits: 20 e 100
E daí pra mim? O ponto é transformar avanço em capacidade local: com bolsas, capacitação e infraestrutura articuladas, a iniciativa busca dar base para pesquisa aplicada e para empresas aproveitarem essa tecnologia quando ela sair do papel.

