Política & Gestão

Anticoncepcional Implanon: mutirão no Acre oferece implante de alto custo para adolescentes

A iniciativa reduz os índices de mortalidade materna ao oferecer planejamento familiar seguro e gratuito para 200 jovens de Rio Branco.

Publicada em 28 de maio, 2026.

Atualizada em 1 de setembro, às 14:00.

Anticoncepcional Implanon: mutirão no Acre oferece implante de alto custo para adolescentes
Rio Branco

Planejar o futuro profissional é como traçar a rota de uma viagem: se um imprevisto surge no meio do caminho, todo o destino muda. Para muitas jovens, uma gravidez não planejada funciona como aquele desvio inesperado que interrompe os estudos e adia a entrada no mercado de trabalho.

Para evitar que as adolescentes precisem recalcular a rota antes da hora, a Prefeitura de Rio Branco e o Governo do Acre promoveram nesta quinta-feira (28) uma ação focada no planejamento reprodutivo. O evento aconteceu na URAP Maria Barroso e integra o projeto "Adolescência primeiro, gravidez depois".

No mutirão, 200 adolescentes de 14 a 19 anos receberam o Implanon (um implante contraceptivo subdérmico de longa duração, que consiste em um pequeno bastão de plástico flexível inserido sob a pele do braço). Na rede privada, o dispositivo tem alto custo, o que dificulta o acesso para quem mais precisa.

Além de garantir o implante, as jovens participaram de rodas de conversa sobre prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e a importância do preservativo. A estrutura contou com 10 salas equipadas e profissionais capacitados pela Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) e pela Sesacre (Secretaria de Estado de Saúde).

A dona de casa Priscila Menezes, que acompanhou a sobrinha no atendimento, lembrou que a gratuidade do SUS é o único caminho para que muitas famílias tenham acesso a esse nível de proteção e consigam manter as jovens estudando.

O que muda na prática

A gravidez na adolescência é um dos principais fatores que elevam os índices de mortalidade materna. Ao facilitar o acesso ao contraceptivo de alta eficácia, o poder público age diretamente na prevenção.

Na prática, a iniciativa garante:

  • Autonomia: As jovens decidem sobre o próprio corpo e o momento de engravidar.
  • Igualdade: Famílias de baixa renda acessam um recurso moderno de saúde gratuitamente.
  • Estabilidade: Meninas ganham tranquilidade para focar nos estudos e no futuro profissional.

O coordenador da unidade, Jhon Willer, e as gestoras de saúde Kathyelly Cordeiro e Luciana Freire apontam que a parceria entre município e estado fortalece a Atenção Primária à Saúde. No fim das contas, dar ferramentas para que essas jovens planejem suas vidas é a melhor forma de garantir que elas cheguem com segurança ao destino que escolherem.

Atenção PrimáriaEconomia da SaúdeEquidade na SaúdeMulheres na SaúdePolíticas PúblicasSaúde EstadualSaúde MunicipalSaúde PúblicaServiço PúblicoSUS
Banner

Mais notícias