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Saúde no Sul do PR: AME e PAM podem elevar atendimentos em até 60%

Novas unidades de AME e PAM no Sul do Paraná prometem ampliar a oferta regional, com impacto direto em consultas, exames e tempo de espera.

Publicada em 24 de maio, 2026.

Atualizada em 13 de julho, às 14:01.

Saúde no Sul do PR: AME e PAM podem elevar atendimentos em até 60%
Secretaria da Saúde

Quando o assunto é marcar consulta ou fazer exame, a demora costuma ser o primeiro obstáculo. No sul do Paraná, a rotina deve mudar com novas unidades focadas em atendimento especializado e portas de urgência, trazendo mais capacidade para a rede onde o paciente vive.

A ideia central está na média complexidade, que envolve atendimentos especializados e exames mais específicos (e não apenas o “básico”). Na prática, entram em cena os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) e os PAMs (Pronto Atendimento Municipal), ampliando a oferta em municípios com serviços já em funcionamento.

Pensa numa fila de caixa de mercado: quando abre mais frente de atendimento e o ritmo acelera, as pessoas avançam sem precisar esperar tanto. Aqui, o “efeito esteira” acontece com mais estrutura e mais exames disponíveis, o que ajuda a encurtar o caminho até o cuidado.

O que já está em operação no Sul do PR

Em União da Vitória, o AME recebeu R$ 12,8 milhões. A previsão é realizar 4,8 mil consultas e 1,8 mil exames por mês. Segundo o Consórcio Intermunicipal do Vale do Iguaçu (Cisvali), esse volume corresponde a crescimento de 60% na capacidade municipal.

A área também cresceu: passou de cerca de 800 m² para 2,2 mil m². O espaço deve concentrar atendimento especializado, serviços multiprofissionais e apoio diagnóstico, com exames laboratoriais e de imagem, além de procedimentos.

Em Irati, o AME tem R$ 15 milhões e um prédio de 2,5 mil m². A unidade deve atender 19 especialidades e pode oferecer exames como ultrassonografia, raio-x e eletroencefalograma, entre outros.

A ampliação inclui 30 salas, com previsão de 43. A estrutura prevê áreas como raio-x, esterilização e setor administrativo. Com isso, a estimativa é chegar a até 15 mil atendimentos mensais.

O que muda na prática

  • Atendimentos: expansão regional estimada em até 60%
  • Diagnóstico: mais exames de apoio (laboratoriais e de imagem) para agilizar avaliações
  • Acesso: atendimento mais perto de casa, reduzindo deslocamentos
  • Encaminhamento: maior capacidade para iniciar tratamento com mais rapidez

Pronto atendimento e hospitais entram na conta

Ainda em Irati, a proposta é um novo PAM com estrutura de referência para 24 horas, voltado a casos de baixa e média complexidade. O projeto soma 2,1 mil atendimentos mensais, com investimento de R$ 7 milhões: R$ 4,5 milhões em construção e R$ 2,5 milhões em equipamentos.

Em São Mateus do Sul, o Hospital e Maternidade Dr. Paulo Fortes recebeu R$ 21 milhões da Sesa e passa a ter 62 leitos (sendo 52 adultos e 10 pediátricos), além de duas salas cirúrgicas. A unidade também terá exames de imagem, como raio-x, tomografia, mamografia e ultrassonografia.

Para Bituruna, o governador assinou convênio para o Hospital São Vicente de Paula, orçado em R$ 19,9 milhões, com 79 internamentos mensais e quase 3 mil m². Já em União da Vitória, a reforma e ampliação do Hospital Regional São Camilo terá R$ 21,3 milhões, com expectativa de subir de 62 para 101 leitos, incluindo 20 leitos de UTI adulto e hemodinâmica voltada a diagnósticos e tratamentos de doenças cardiovasculares e neurológicas.

No fim, o “e daí pra mim?” fica bem concreto: com mais capacidade para consultas, exames e atendimento de urgência, a chance de resolver mais rápido e com menos deslocamento tende a aumentar.

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