Reabilitação no HEDA ajuda 899 pacientes a recuperar movimentos após acidentes
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 23 de agosto, às 04:01.
Imagine que sofrer um acidente de trânsito é como amassar a lataria de um carro. O pronto-socorro resolve a emergência do motor, mas é na oficina especializada de alinhamento e balanceamento que o veículo recupera a capacidade de voltar para a estrada de forma segura.
Na vida real, essa oficina de ajuste fino é o Centro de Reabilitação do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba. A unidade realizou 46.280 procedimentos e atendeu 899 pacientes entre janeiro e maio de 2026, devolvendo os movimentos para quem precisa retomar a rotina.
O serviço ajuda pessoas como a dona de casa Edilma Brito, de 59 anos. Após fraturar a costela esquerda, o cotovelo esquerdo e a clavícula direita em um acidente em março, ela precisou de ajuda especializada para se mover novamente. Em 5 de maio, ela iniciou o tratamento com o fisioterapeuta Jeferson e, hoje, celebra a volta por cima. Graças às sessões, ela já recuperou cerca de 80% de seus movimentos.
Gerido pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) com apoio da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), o local foca no pós-operatório de cirurgias ortopédicas e traumatológicas (lesões causadas por impactos físicos), que representam a maior parte da demanda.
Como funciona a linha de produção da saúde
O ritmo de trabalho na unidade é intenso para garantir que nenhum paciente fique parado na pista. Veja o balanço dos atendimentos de janeiro a maio de 2026:
- Pico de atendimentos: Fevereiro registrou o maior volume, com 11.200 procedimentos para 222 pacientes.
- Demanda inicial: Em janeiro, a equipe realizou 10.200 procedimentos em 199 pacientes.
- Estabilidade no serviço: O fluxo seguiu com 9.080 atendimentos em março (165 pacientes), 6.820 em abril (130 pacientes) e 8.980 em maio (183 pacientes).
- Áreas de atuação: Assistência em geriatria (cuidados para a terceira idade), reumatologia (tratamento de doenças nas articulações) e reabilitação cardiorrespiratória.
O diretor técnico do hospital, Dr. Juliano Rocha, explica que o foco principal é garantir autonomia e qualidade de vida para que as pessoas voltem a ter independência no dia a dia.
O que muda na prática para o paciente
Para receber o tratamento gratuito, o paciente que passou por alguma cirurgia no HEDA precisa apenas passar pela consulta de retorno no próprio hospital. Se o médico constatar a necessidade de reabilitação, o encaminhamento para o centro ocorre de forma direta.

