El Niño: prevenção para desastres com animais ganha força em reunião da CNDM
Publicada em 25 de junho, 2026.
Atualizada em 14 de julho, às 08:01.
Quando o clima vira problema, a diferença entre prejuízo e resposta organizada costuma começar bem antes do susto. Foi justamente nessa linha que a Comissão Nacional de Desastres em Massa Envolvendo Animais (CNDM) se reuniu em Brasília, nos dias 23 e 24 de junho, para reforçar a prevenção, a preparação e a resposta a emergências com animais.
A ideia central ficou clara na mesa: preparar equipes e orientar fluxos de ação para que o trabalho na hora do incidente seja mais eficiente. É como revisar o “plano da casa” antes da chuva forte: ninguém gosta de testar tudo no primeiro temporal, mas quando chega o momento, a casa (e a resposta) funciona com menos improviso.
O presidente da CNDM, Luiz Afonso Erthal, colocou o foco em reduzir danos e aumentar a capacidade de atuação com base no preparo antecipado. Na visão dele, o objetivo não é espalhar alarme, e sim fortalecer uma cultura de prontidão entre profissionais e instituições.
“Por mais que nossa comissão seja voltada aos desastres em massa, estamos buscando atuar cada vez mais na prevenção”, disse Erthal. Ele também afirmou que a comissão pretende orientar os envolvidos para uma atuação mais organizada diante de eventos críticos.
O que muda na prática
Entre os encaminhamentos discutidos, a reunião citou uma proposta ao CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária). A proposta é voltada a viabilizar ações com foco nos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs).
Na prática, o caminho proposto tem dois alvos: espalhar informações técnicas sobre os riscos relacionados ao fenômeno El Niño e apoiar a estruturação, nos estados, de comissões ou grupos de trabalho especializados em desastres.
A discussão também acompanhou projeções climáticas mencionadas pela comissão, que apontam aumento das temperaturas e eventos extremos em diferentes regiões do país. Ou seja, o ganho pretendido é sair do modo “corrigir depois que acontece” e entrar no modo “se organizar antes”.
- Risco (El Niño): disseminar informações técnicas sobre ameaças ligadas ao fenômeno
- Estrutura (CRMVs): viabilizar grupos de trabalho especializados em desastres
- Preparação: orientar uma atuação mais organizada em eventos críticos
- Foco clima: acompanhar projeções de temperaturas e eventos extremos
No fim, a mensagem foi direta: não se trata de ficar em alerta o tempo todo, e sim de estar pronto quando a previsão aponta que o cenário pode apertar. “Não precisamos estar alarmados, mas precisamos estar preparados”, resumiu o presidente.
Participaram do encontro nomes como Aldair Junio Woyames Pinto, José Eduardo Mayhe Ferreira, Herbert Teixeira de Oliveira, Cláudio Zago Júnior, Homero Caminha Castro e Mariangela da Costa Allgayer.
