Coronavírus no Acre: profissionais do SAMU iniciam treinamento de emergência contra avanço
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 21 de agosto, às 08:00.

O coronavírus chegou ao Brasil, e a corrida agora é para preparar quem está na linha de frente antes que os casos comecem a surgir no Acre. A preparação funciona como um treinamento de brigada de incêndio: o objetivo é organizar as equipes e alinhar as condutas antes mesmo de qualquer sinal de fumaça.
Com esse objetivo, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) começou a capacitar os profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para padronizar o atendimento de casos suspeitos de Covid-19 (a doença provocada pelo novo coronavírus).
O infectologista Thor Dantas explicou que, diante de tantas informações espalhadas pela internet, a meta é unificar os conceitos de forma dialogada. Na prática, as equipes simulam situações reais de atendimento para ajustar o passo a passo. "Ninguém está totalmente preparado para uma pandemia de um vírus que não existia até então", destacou o médico.
A agilidade se justifica pelo mapa do estado: o Acre faz fronteira com outros países, o que exige atenção redobrada das autoridades. Como o SAMU realiza o primeiro atendimento móvel e todas as transferências de pacientes, as equipes precisam estar com o protocolo afiado, segundo o coordenador do serviço, Pedro Pascoal.
A capacitação começou na última quinta-feira, 27, na sede do órgão em Rio Branco. Cerca de 25 profissionais — incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores socorristas — de Rio Branco a Manoel Urbano participaram do primeiro dia. As orientações devem se estender por pelo menos 10 dias para alcançar todos os municípios do Acre, com visitas à regional do Juruá programadas para a próxima semana.
O que muda na prática
Para a população, a medida garante que, caso o vírus cruzar a fronteira, as equipes de resgate saberão exatamente como isolar o caso e prestar o socorro de forma segura. Isso reduz o risco de contágio durante o transporte e protege a própria rede de saúde pública.
No dia a dia, a prevenção também depende de cuidados individuais que evitam a propagação de doenças respiratórias:
- Higiene das mãos: Lavar constantemente as mãos com água e sabão ou usar álcool 70 antes de tocar o rosto.
- Isolamento preventivo: Permanecer em casa em caso de gripes e resfriados para não infectar outras pessoas.
- Etiqueta respiratória: Usar máscaras em ambientes cheios, fechados ou caso apresente sintomas.
- Limpeza de objetos: Higienizar frequentemente com álcool os objetos de contato diário.
