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Mortalidade materna: Paraná investe R$ 3 milhões para treinar equipes de saúde

O curso internacional prepara 800 médicos e enfermeiros para agir rápido em partos de alta gravidade e atingir a meta de redução de óbitos até 2027.

Publicada em 28 de maio, 2026.

Atualizada em 5 de setembro, às 16:01.

Mortalidade materna: Paraná investe R$ 3 milhões para treinar equipes de saúde
Secretaria da Saúde

Quem já acompanhou a tensão de uma sala de parto sabe que, quando surge um imprevisto, cada segundo vale uma vida. É como o trabalho de uma equipe de pit stop na Fórmula 1: não há espaço para hesitação e cada profissional precisa saber exatamente o que fazer no instante certo.

Para garantir essa agilidade na vida real, o atendimento médico no Paraná está recebendo um reforço técnico importante. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está investindo R$ 3 milhões para capacitar 800 profissionais da linha de cuidado materno-infantil.

Médicos e enfermeiros da rede pública vão passar por um treinamento intensivo de 18 horas. A qualificação ocorre por meio dos cursos ALSO (Advanced Life Support in Obstetric, metodologia internacional de suporte de vida na obstetrícia) e SAVO (Suporte Avançado de Vida em Obstetrícia, focado no manejo prático de emergências obstétricas).

O que muda na prática

O grande ganho está no combate direto às principais causas de óbitos no parto. No Paraná, as hemorragias e as síndromes hipertensivas representam 80% dos casos de Near Miss Materno (termo técnico para complicações graves onde a paciente quase chega ao óbito).

  • Público-alvo: 800 médicos e enfermeiros da rede pública.
  • Carga horária: 18 horas de preparação prática e teórica.
  • Investimento: R$ 3 milhões autorizados pela Deliberação nº 149/2025 da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/PR).
  • Principais focos: Prevenção de hemorragias e hipertensão grave, responsáveis por 26,1% das mortes diretas cada.

A preparação atende a metas claras. A taxa de mortalidade infantil paranaense caiu de 10,3 por mil nascidos vivos em 2022 para 9,9 em 2026, com meta de atingir 9,0 até 2027. Já a mortalidade materna, que subiu para 48 mortes por 100 mil nascidos vivos em 2025, recuou para 42,6 em 2026. O objetivo do plano estadual é baixar esse índice para 37,0.

Segundo o secretário de Saúde, César Neves, a identificação rápida e a conduta precisa evitam a maioria das mortes maternas. Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, a capacitação funciona como um escudo essencial para garantir um nascimento seguro em todas as regiões do Estado.

No fim das contas, para quem está esperando um bebê ou acompanha uma gestante, essa preparação significa a segurança de saber que, se a luz de alerta acender no painel do parto, a equipe médica estará altamente coordenada para trazer mãe e filho para casa com saúde.

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