Saúde de Minas debate inclusão: seminário reúne 25 e 26/6
Publicada em 25 de junho, 2026.
Atualizada em 14 de julho, às 02:00.
Assistência à pessoa com deficiência em pauta, com participação de quem decide e de quem vive na prática. Representantes da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) estiveram na abertura do 1º Seminário Estadual de Saúde da Pessoa com Deficiência de Minas Gerais, que acontece nos dias 25 e 26 de junho de 2026, no Hotel Dayrell, em Belo Horizonte.
O encontro é promovido pelo Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais e traz o tema “Intersetorialidade, Direitos e Inclusão: Construindo Políticas Públicas para uma Sociedade Acessível e Equitativa”. Na prática, a ideia é colocar diferentes áreas para conversar e, com isso, melhorar políticas públicas voltadas ao público com deficiência, com mais garantia de direitos, inclusão social e acesso a serviços de saúde de qualidade.
Para a chefe de gabinete da SES-MG, Marina Queirós Cury, a construção coletiva é central no SUS: “Não conseguimos construir políticas eficazes sem escuta e sem o envolvimento de todos. Por isso, precisamos da participação dos municípios e das pessoas com deficiência na elaboração de políticas de atenção à saúde”. Ou seja: o seminário quer fazer política com base em participação e escuta, não só com diagnóstico de gabinete.
E aí entra uma imagem simples para entender o que está no centro do debate. Pense num quebra-cabeça: cada peça (saúde, direitos, regulação, participação social) existe sozinha, mas é o encaixe que faz a figura aparecer. O seminário mira exatamente esse encaixe ao ampliar a articulação intersetorial e fortalecer o diálogo entre quem formula, quem executa e quem fiscaliza.
Além do público amplo, o evento também destaca o papel estratégico de técnicos da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência e das Juntas Reguladoras na organização do acesso aos serviços de saúde, na regulação e na definição dos fluxos assistenciais em Minas Gerais.
O que muda na prática
O seminário reúne mais de 400 pessoas de diversas regiões do estado, incluindo gestores, profissionais de saúde, conselheiros e representantes de movimentos sociais, além de instituições e especialistas. A meta é transformar conversas em propostas para democratizar o acesso a políticas públicas.
- Público-alvo: gestores, trabalhadores da saúde e representantes do Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública
- Foco do debate: intersetorialidade, direitos e inclusão para políticas de saúde mais acessíveis
- Estrutura do acesso: papel da Rede de Cuidados e das Juntas Reguladoras na regulação e nos fluxos
- Resultado esperado: subsídios para aprimorar a Política Estadual de Saúde da Pessoa com Deficiência
A presidenta do Conselho Estadual de Saúde, Loudes Machado, resume o objetivo: criar um espaço de escuta e construção coletiva para fortalecer o acesso das pessoas com deficiência aos seus direitos.
Quando você sai da reunião, a pergunta vira inevitável: e daí pra mim? A resposta é que o evento quer produzir conhecimento e propostas que ajudem a rede de saúde a funcionar com mais clareza, regulação e participação social — do jeito que a política realmente ganha corpo quando tem retorno das pessoas.

