Bem-Estar

Fissura labiopalatina: Caif do Paraná oferece tratamento gratuito há anos

No Paraná, o Caif integra atendimento gratuito pelo SUS com cirurgia e acompanhamento de longo prazo, reforçando acesso no Dia 24 de junho.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 12 de julho, às 12:00.

Fissura labiopalatina: Caif do Paraná oferece tratamento gratuito há anos
Secretaria da SaúdeSES Paraná (SESA)

No dia a dia, pouca gente imagina que uma abertura no lábio ou no “céu da boca” (palato) pode mexer com alimentação, audição, fala e até autoestima. No Paraná, o Caif (Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Labiopalatal) existe justamente para isso: dar reabilitação funcional e estética e ajudar na reintegração social de crianças, adolescentes e adultos com fissuras labiopalatinas e anomalias craniofaciais.

O Centro é unidade de referência da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e funciona vinculado ao Complexo do Hospital do Trabalhador (CHT).

O recado ganha força no Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, celebrado em 24 de junho. Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a fissura labiopalatina é uma das malformações craniofaciais congênitas mais comuns, podendo atingir um bebê a cada mil nascimentos. A mensagem é direta: existe tratamento e ele é gratuito pelo SUS.

O que muda na prática

Pense na evolução do tratamento como “consertar peças de um quebra-cabeça” que precisa de encaixes ao longo do tempo. Com a fissura, não é um reparo único: é acompanhamento que vai ajustando funções e aparência à medida que a criança cresce.

O acompanhamento no Caif inclui avaliação do desenvolvimento craniofacial e sessões de fonoaudiologia (trabalho com fala e comunicação) e tratamento dentário. A mãe de Thiago Emanuel Matias da Silva, Cíntia Bueno Matias, conta que ele nasceu com fissura labial e que fez cirurgia plástica aos cinco meses.

Ela relata que ele nasceu na maternidade do Hospital do Trabalhador e que, depois do susto inicial, passou a receber e seguir recebendo “tudo que ele tem direito”.

  • Tratamento gratuito: atendimento pelo SUS
  • Acompanhamento contínuo: avaliação do desenvolvimento e retorno ao longo do tempo
  • Equipe multiprofissional: suporte além da cirurgia
  • Impacto na rotina: foco em alimentação, fala e saúde bucal

A descrição do que é a fissura também ajuda a entender o tamanho do problema. A fissura labiopalatina pode acontecer nas primeiras semanas de gestação e se caracteriza pelo não fechamento do lábio e/ou do palato. Pode ser uni ou bilateral, quando a fenda ocorre em um lado ou em ambos.

Os desafios citados no texto passam por dificuldades para alimentar e respirar, prejuízos no desenvolvimento da fala, infecções de ouvido recorrentes, alterações na arcada dentária e no crescimento facial, além de diferença estética no lábio e no nariz.

Sobre a sequência de cirurgias, a médica cirurgiã plástica do Caif Fabíola Grigoletto Lupion explica que, em geral, são pelo menos quatro procedimentos, com o primeiro por volta dos seis meses: fechar o lábio. Depois, perto de 1 ano, ocorre o fechamento do palato. Por volta de 7 ou 8 anos, acontece correção óssea quando nasce o dente canino definitivo, e depois pode haver rinoplastia.

A equipe do Caif é composta por 67 pessoas, com áreas como psicologia, nutrição, assistência social, enfermagem, cirurgia plástica, otorrinolaringologia, pediatria, anestesiologia, genética, oftalmologia e fonoaudiologia. Há ainda odontologia com técnicas e especialidades voltadas à reabilitação.

AcessibilidadeAtenção PrimáriaCirurgia AmbulatorialMaternidadeSaúde DomiciliarSaúde InfantilSaúde IntegralServiços na SaúdeTratamentosUrgência
Banner

Mais notícias