Política & Gestão

Saúde da mulher no Paraná ganha reforço com exames avançados e implante grátis

Com investimentos na rede pública, o estado expande testes de tecnologia molecular e métodos contraceptivos modernos para cidades do interior até dezembro.

Publicada em 28 de maio, 2026.

Atualizada em 4 de setembro, às 10:02.

Saúde da mulher no Paraná ganha reforço com exames avançados e implante grátis
Secretaria da Saúde

Os cuidados com a saúde feminina no estado ganham um pacote completo de serviços gratuitos, que vão desde exames preventivos modernos até implantes contraceptivos de longa duração. Cuidar da saúde é como levar o carro para aquela revisão completa de fábrica: não dá para olhar só o óleo e esquecer os freios; é preciso checar cada detalhe de forma preventiva para seguir viagem com segurança.

O Paraná alcançou a liderança nacional no cuidado com as gestantes. Em 2025, o estado registrou 89% dos bebês nascidos de mães que realizaram sete ou mais consultas de pré-natal pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Para comparar, a média nacional ficou em 79,2% e o segundo colocado, Santa Catarina, registrou 84,4%.

O motor que impulsiona esse resultado é a estruturação da Linha de Cuidado Materno-Infantil da Sesa (Secretaria da Saúde), que capta as gestantes logo no início da gravidez e investiu R$ 5,5 milhões em equipamentos desde 2019. O estado também aumentou o repasse mensal para hospitais que atendem gestações de alto risco para R$ 200 mil através do programa HospSUS.

Na prática, os serviços preventivos estão pegando a estrada para descentralizar os atendimentos. O programa Carreta de Saúde da Mulher fará 19 paradas em 95 municípios entre maio e dezembro deste ano, com a meta de realizar mais de 50 mil atendimentos, incluindo exames de mamografia e Papanicolau (preventivo do câncer de colo de útero).

Outro avanço importante é a chegada do exame de DNA-HPV a todas as cidades paranaenses. Trata-se de uma tecnologia molecular desenvolvida pelo IBMP (Instituto de Biologia Molecular do Paraná) em parceria com a Fiocruz para detectar o vírus antes mesmo do surgimento de qualquer lesão. O público-alvo são mulheres de 25 a 64 anos, com intervalo de cinco anos entre as coletas.

No planejamento familiar, a novidade é a alta na procura pelo Implanon (implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel). Nos primeiros meses de 2026, o estado já registrou 5.919 inserções do dispositivo, superando de longe as 1.656 aplicações de todo o ano de 2025. O dispositivo dura até três anos e atende mulheres de 14 a 49 anos em 363 municípios com menos de 50 mil habitantes.

O que muda na prática

O atendimento passa a cobrir todas as frentes de forma descentralizada, garantindo que a paciente encontre suporte perto de casa.

  • Atendimento móvel: Realização de mamografias e exames preventivos em 95 municípios por meio de carretas itinerantes.
  • Prevenção precoce: Acesso facilitado ao teste molecular de DNA-HPV nas unidades de saúde municipais.
  • Planejamento moderno: Oferta ampliada de mais de 19 mil unidades do implante Implanon em cidades menores.
  • Suporte emocional: Acolhimento em saúde mental estruturado por meio de 163 Caps (Centros de Atenção Psicossocial).

O ponto-chave é que, com exames rápidos e métodos contraceptivos eficientes distribuídos pelo interior, o estado facilita o diagnóstico precoce. Para as paranaenses, isso significa menos tempo em filas de espera e muito mais autonomia para planejar o futuro com segurança.

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