Doação de sangue no Paraná: O+ e O- precisam de reposição imediata
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 18 de julho, às 22:00.
No Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado neste domingo, 14 de junho, a Secretaria da Saúde (Sesa) do Governo do Estado chama a população para manter os estoques abastecidos no Paraná. O ponto é simples e urgente: os tipos O+ e O- registraram quedas recentes nos bancos de sangue e precisam de reposição para sustentar o atendimento da rede hospitalar.
Na prática, pense como um reservatório de água: quando um volume específico baixa, a bomba continua, mas o sistema fica mais vulnerável. No caso, as “vazões” são os hospitais precisando de bolsas certas no momento certo.
O advogado César Yukio Yokoyama, de 57 anos, conta que incluiu a doação na rotina há uma década e já realizou cerca de 45 doações no Hemepar, com foco em doação de plaquetas. Ele lembra que as plaquetas têm validade de apenas cinco dias após a coleta.
Na fala dele, o sentido é direto: o sangue vira “combustível” para quem precisa. Já Leisse Vieira, 43 anos, é portadora de Talassemia Major, uma doença genética rara em que a medula produz glóbulos vermelhos com defeito e exige transfusões periódicas a cada três ou quatro semanas.
Leisse explica que, no caso dela, o sangue precisa ser fenotipado (ou seja, compatível com um perfil específico de doador). Mesmo assim, ela reforça que qualquer doação ajuda no sistema.
O que muda na prática
Mesmo com avanço nos números, a convocação para O+ e O- segue. O Paraná registrou 187.128 bolsas coletadas em 2023, subiu para 203.925 em 2024 e chegou a 214.377 em 2025. Em 2026, até o momento, já foram contabilizadas mais de 86 mil bolsas, volume 3% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, reforça que a hemorrede precisa de reposição contínua. Segundo ele, a demanda dos hospitais não para e manter os estoques abastecidos é uma responsabilidade coletiva para não interromper cirurgias ou atendimentos de urgência.
Para sustentar essa rotina, o Estado depende da integração da rede. O Hemepar atende 384 hospitais e dá suporte a 96,6% dos leitos do SUS no Paraná, com envio diário de cerca de 700 hemocomponentes.
- Estoque crítico: queda recente nos tipos O+ e O-
- Base do sistema: 700 hemocomponentes enviados por dia pelo Hemepar
- Demanda contínua: apoio para 96,6% dos leitos do SUS
- O impulso recente: mais de 86 mil bolsas em 2026, 3% acima do mesmo período de 2025
Ou seja: dá para ver que o sistema está vivo, mas precisa de reposição das tipagens certas. E daí pra mim? Se você pode doar, mirar especialmente em O+ e O- ajuda a rede a seguir rodando sem brechas.
A aptidão para doação vai de pessoas entre 16 e 69 anos completos, com regras para menores e para intervalos entre doações. O Hemepar também orienta agendamento prévio para evitar filas e manter o equilíbrio do estoque dos diferentes grupos sanguíneos.

