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ProÁfrica R$ 25 milhões: MCTI relança cooperação Brasil-África em ciência

Com nova chamada via FNDCT, projetos conjuntos entre Brasil e África ganham fôlego com foco em redes, formação e tecnologias aplicadas.

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Publicada em 25 de maio, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

ProÁfrica R$ 25 milhões: MCTI relança cooperação Brasil-África em ciência
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Cooperação internacional em ciência costuma ficar na prateleira. O ProÁfrica tenta resolver isso na prática ao transformar parceria em projeto: redes de pesquisa, formação e tecnologia aplicada para temas que aparecem no dia a dia, como saúde e alimentos.

Nesta segunda-feira (25), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) relançou o Programa de Cooperação Afro-Brasileira em Ciência e Tecnologia (ProÁfrica), na abertura do Seminário Brasil-África 2026, no Palácio Itamaraty, em Brasília (DF).

A nova chamada pública vai ter investimento de R$ 25 milhões. O dinheiro é bancado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e, conforme o MCTI, a execução será feita pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao ministério.

O programa volta depois de mais de uma década sem novos editais. Criado em 2005, o ProÁfrica funcionou ativamente até 2011 e agora retorna como estratégia para fortalecer a cooperação científica e tecnológica com países africanos.

Na abertura do seminário, a ministra Luciana Santos tratou o relançamento como parte do compromisso com a cooperação Sul-Sul e com desenvolvimento conjunto de soluções para necessidades dos povos. Ela também conectou a volta do programa ao contexto de retomada de investimentos na área, citando a decisão do presidente Lula de descontingenciar integralmente os recursos da principal fonte de financiamento da ciência e tecnologia no Brasil.

O ponto-chave aqui é o formato da parceria. Pense no ProÁfrica como uma “ponte de mão dupla”: de um lado ficam instituições brasileiras; do outro, instituições africanas. A ideia é fazer o encontro virar resultado, levando ideias, pessoas e formação para que a produção final se conecte com demandas dos dois territórios.

A chamada indicada no evento vai apoiar projetos em parceria voltados à criação de redes temáticas de pesquisa, mobilidade de pesquisadores, formação de recursos humanos e desenvolvimento de tecnologias aplicadas.

O que muda na prática

Os projetos serão organizados em seis eixos: meio ambiente e sustentabilidade; alimentação e agricultura; energia e recursos naturais; saúde; tecnologias emergentes (como inteligência artificial e biotecnologia); e ciências humanas e patrimônio cultural.

  • Público-alvo: parcerias entre instituições brasileiras e africanas
  • Foco dos resultados: redes, mobilidade, formação e tecnologias aplicadas
  • Áreas abrangidas: saúde, agricultura, sustentabilidade, energia e temas emergentes
  • Fonte de recursos: FNDCT, com investimento total de R$ 25 milhões

E daí pra mim? Se a ciência ganha redes e formação com parceiros internacionais, os temas do cotidiano como saúde e produção de alimentos passam a ter mais chance de virar tecnologia construída junto, e não só debate.

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