Remédios na mira: Anvisa cria novo sistema nacional após 25 anos de vigilância
Publicada em 28 de maio, 2026.
Atualizada em 2 de setembro, às 12:00.

O monitoramento de remédios já em uso pela população brasileira acaba de completar 25 anos de atividade nesta quinta-feira (28/5). Esse trabalho, conhecido como Vigipós (vigilância pós-comercialização), funciona de forma parecida com o VAR (o árbitro de vídeo do futebol, que revisa os lances polêmicos em tempo real). Mesmo após a bola rolar — ou seja, depois que o produto já está nas prateleiras —, as autoridades continuam de olho para evitar qualquer problema de saúde.
O objetivo é antecipar riscos antes que eles causem danos às pessoas. Para isso, o sistema analisa notificações enviadas por pacientes e profissionais de saúde, acompanha alertas internacionais de outros países e revisa publicações científicas sobre os produtos.
Durante a abertura do evento comemorativo, o diretor Thiago Campos, que supervisiona o monitoramento na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), explicou que a missão central é reduzir riscos à saúde, conforme prevê a Constituição de 1988. Segundo ele, o grande desafio atual é ampliar a capacidade de análise de dados para agir rapidamente diante de qualquer sinal de perigo.
Na mesma linha, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou que essa vigilância ativa é a prova concreta do compromisso do Estado com a vida dos cidadãos. O plano agora é deslocar a atenção regulatória para o pós-mercado para fortalecer essa proteção.
O que muda na prática
Para modernizar esse "VAR da saúde", a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, na quarta-feira (27/5), uma consulta pública para criar o Sinaf (Sistema Nacional de Farmacovigilância), que será integrado ao SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária).
Essa nova estrutura traz impactos diretos no monitoramento do que você consome:
- Governança cooperativa: O novo sistema formaliza uma estrutura integrada para vigiar os medicamentos de forma contínua.
- Monitoramento contínuo: Foco total na identificação de eventos adversos e riscos após os remédios entrarem no mercado de consumo.
- Segurança reforçada: Pacientes e profissionais passam a contar com uma rede nacional mais ágil para registrar problemas.
Na prática, isso significa que a segurança do remédio que você compra na farmácia continuará sendo avaliada de perto pelas autoridades, mesmo anos após o lançamento. O monitoramento ganhou um reforço importante para garantir que o seu tratamento siga seguro do início ao fim.
