Exclusão LGBTQIA+ gera prejuízo bilionário e mobiliza conselho municipal nesta quinta-feira
Publicada em 27 de maio, 2026.
Atualizada em 9 de setembro, às 04:00.

Sabe quando um condomínio se reúne para resolver problemas de infraestrutura e garantir que todos os moradores convivam em segurança? É essa a lógica da reunião virtual que o Conselho Municipal LGBTQIA+ realiza na manhã desta quinta-feira (28).
A exclusão dessa população do mercado de trabalho funciona como um vazamento invisível que encarece a conta de todo mundo. Uma pesquisa recente do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), realizada pelo Banco Mundial, mostra que essa barreira profissional gera um prejuízo de, pelo menos, R$ 94,4 bilhões por ano no Brasil.
Para tentar tapar esse buraco financeiro e social, o conselho — composto por gestores públicos, representantes da sociedade civil e instituições — vai debater propostas práticas. O encontro virtual foca nas atividades das câmaras técnicas, com prioridade para três frentes:
- Segurança: combate à violência contra pessoas LGBTQIA+.
- Controle social: fiscalização de políticas públicas pela sociedade (participação cidadã na gestão do governo).
- Empregabilidade: inserção de profissionais no mercado de trabalho.
Segundo Geraldo Filho, coordenador de Promoção à Cidadania LGBT e presidente do conselho, esses temas estão conectados para assegurar uma vida digna aos cidadãos. A ideia é mapear e impulsionar iniciativas locais que já existem, como o projeto Eu Posso Diversidade, abrindo caminhos reais de contratação.
O movimento também ganhou fôlego fora das telas. Na última terça-feira (26), a coordenação participou de uma audiência convocada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-PB) para alinhar ações conjuntas com outros órgãos institucionais e acelerar a inclusão laboral.
O que muda na prática
A discussão de políticas públicas estruturadas tenta reverter o ciclo de exclusão histórica. Para a comunidade, isso significa mais vagas de trabalho formal e segurança jurídica. Para a economia, a inclusão produtiva gera mais renda em circulação e reduz a vulnerabilidade social.
