Esquizofrenia afeta 1,6 milhão de brasileiros e debate derruba mitos sobre transtorno
Publicada em 27 de maio, 2026.
Atualizada em 7 de setembro, às 10:00.

Sabe quando você tenta sintonizar uma rádio de pilha e, de repente, o sinal começa a chiar com aquela estática chata? A música continua sendo transmitida perfeitamente pela estação, mas o aparelho precisa de um ajuste fino no botão para que o som volte a sair limpo.
A esquizofrenia funciona de forma muito parecida na mente humana. Trata-se de um transtorno que provoca distorções na percepção da realidade, nos pensamentos e nas emoções, mas que não define quem a pessoa é e nem apaga sua capacidade intelectual.
Para ajudar a limpar essa estática do preconceito, o Hospital Juliano Moreira (HJM) promoveu, no dia 27 de maio, uma roda de conversa em seu ambulatório. O evento, realizado em alusão ao Dia Nacional de Conscientização sobre a Esquizofrenia, reuniu pacientes, familiares e profissionais de saúde em uma dinâmica de verdades e mitos para promover a escuta ativa e combater o preconceito.
De acordo com a CID 10 (a Classificação Estatística Internacional de Doenças), o transtorno se caracteriza por distorções fundamentais do pensamento e por afetos inapropriados. O Datasus (o sistema de informações do SUS) reforça que o paciente se mantém consciente, embora algumas perdas cognitivas possam evoluir com o tempo.
Os dados da saúde mental mostram o tamanho do desafio:
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Alcance global: cerca de 1% da população mundial convive com o transtorno.
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Impacto na juventude: representa a terceira causa de perda de qualidade de vida entre pessoas de 15 a 44 anos.
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Cenário nacional: afeta cerca de 1,6 milhão de brasileiros, que enfrentam também a discriminação.
O que muda na prática
O preconceito e as visões distorcidas da sociedade geram estereótipos que isolam o paciente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) defende que a reabilitação exige ampliar o acesso à assistência diária, à atenção domiciliar e ao suporte para a entrada no mercado de trabalho, onde as barreiras sociais costumam ser mais altas.
Na prática, embora não exista cura, o ajuste fino desse sinal é totalmente possível. O tratamento com médicos psiquiatras, medicamentos, psicólogos e o suporte de uma equipe multiprofissional de saúde mental devolve a qualidade de vida e possibilita a inclusão social e profissional.
