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Vigilância Respiratória do RJ inspira Ministério da Saúde e CDC dos EUA

Estado apresenta sistema de monitoramento de doenças respiratórias, que une indicadores, laboratório e resposta rápida a emergências.

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Publicada em 17 de junho, 2026.

Atualizada em 19 de junho, às 12:40.

Vigilância Respiratória do RJ inspira Ministério da Saúde e CDC dos EUA
SES-RJSES-RJ

O Rio de Janeiro mostrou como está preparado para lidar com surtos de doenças respiratórias, tipo um "scanner de saúde" superpotente. A Secretaria de Saúde do estado (SES-RJ) apresentou seu sistema de vigilância para emergências em saúde para gente do Ministério da Saúde e até do CDC dos Estados Unidos (o centro de controle de doenças de lá).

Na prática, é como se o estado tivesse montado um "time de detetives" para ficar de olho em vírus como Covid-19, H1N1, rinovírus e o VSR (aquele que pega muito criancinha). Eles mostraram como monitoram os casos, usam o laboratório (o Lacen-RJ) para identificar os bichinhos e têm um centro de inteligência (o CIS) que analisa tudo para ajudar a tomar decisões rápidas.

O secretário de Saúde, Ronaldo Damião, lembrou que a experiência da Covid-19 mostrou o quanto o SUS é importante, um sistema de saúde para todo mundo que é referência mundial. Ele disse que o Rio montou uma estrutura forte para combater essas infecções e que até criaram um ambulatório para quem ficou com sequelas da Covid-19.

Luciane Velasque, que cuida das informações de vigilância, explicou que esse sistema de monitoramento para Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) já existe desde 2009 e foi turbinado na pandemia. Ela destacou que o estado consegue identificar os vírus nos laboratórios, monitora os atendimentos em UPAs e SAMU, e que essa troca de conhecimento entre as instituições é fundamental.

"Essa visita é uma parceria oficial entre Brasil e CDC, focada em dados e em como vigiar a saúde. O Rio foi o primeiro estado do Brasil a ser visitado nesse modelo. Mostramos que estamos prontos para agir, monitorar e responder se surgir uma nova epidemia", disse Luciane.

A assessora do Ministério da Saúde, Walquíria de Almeida, disse que o objetivo foi ampliar a experiência de sucesso do sistema de alerta precoce para a SRAG. "Brasília valoriza o trabalho de excelência dos estados e laboratórios, como o Lacen-RJ, que é a base das políticas públicas. Mais do que uma avaliação formal, a visita serve para trocar experiências e criar um ambiente seguro para ações rápidas", completou.

Os próximos estados a receberem essa cooperação técnica serão Espírito Santo e Mato Grosso. A representante do CDC, Ana Carla Pecego, ressaltou a longa parceria com o Brasil nesse tipo de ação.

O que muda na prática

Essa troca de conhecimento fortalece o sistema de saúde brasileiro como um todo. Ao compartilhar o modelo de vigilância do Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde e o CDC dos EUA ajudam a preparar outros estados para agir mais rápido e de forma mais eficiente em caso de novas emergências de saúde pública, protegendo a população.

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