Fila Zero na Cirurgia: Cuiabá ultrapassa R$ 9 milhões e destrava acesso
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 13 de julho, às 02:01.
Quando a fila anda, a rotina na saúde muda. Em Cuiabá, o Programa Fila Zero na Cirurgia fez o faturamento passar de R$ 9 milhões, e isso vira fôlego para sustentar o ritmo do atendimento na rede municipal.
Segundo a Prefeitura de Cuiabá, via Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o total registrado no programa entre março e maio de 2026 foi de R$ 9.247.226,82.
No recorte mensal, a SMS informa R$ 3.789.401,38 em março, R$ 3.805.934,77 em abril e R$ 1.651.890,67 em maio. A consolidação desses valores foi publicada por portaria no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso, em segunda-feira (22), e se refere à produção ambulatorial e hospitalar executada pelo município no âmbito do Fila Zero na Cirurgia.
A lógica do programa é direcionar a oferta para procedimentos eletivos (indicados por médico, mas que não são urgência/emergência). Ou seja: o objetivo é manter o fluxo e ampliar acesso ao que está indicado, sem transformar cada etapa em gargalo.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, associou o faturamento ao esforço para melhorar a assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e dar continuidade ao trabalho de redução das filas.
Pensa na fila como uma cozinha organizada: se o “estoque” de recursos e encaminhamentos roda em dia, a equipe não para na porta e consegue continuar preparando cada prato. No caso, o que a matéria destaca é o faturamento que mantém a estratégia funcionando.
O que muda na prática
Além do valor consolidado, a SMS também publicou, em sexta-feira (19), o Edital de Credenciamento nº 002/2026, para cadastramento de pessoas jurídicas interessadas em prestar serviços especializados na rede municipal de saúde.
O edital prevê investimento estimado de R$ 148,1 milhões, com 26 lotes e 543 itens. A proposta é ampliar a oferta de consultas, exames diagnósticos e cirurgias de média e alta complexidade.
Na prática, o credenciamento funciona como uma habilitação: entram as empresas que atenderem aos requisitos técnicos, jurídicos, fiscais e operacionais. As contratações seguem a necessidade da SMS, com rodízio entre os prestadores credenciados.
O acesso continua passando pelo Sistema Municipal de Regulação, com prioridade para a unidade com menor tempo de espera e mais próxima da residência.
- Faturamento: R$ 9.247.226,82 entre março e maio de 2026
- Expansão estimada: R$ 148,1 milhões no credenciamento
- Escopo do edital: 26 lotes e 543 itens
- Organização do acesso: regulação prioriza menor espera e proximidade
Se o efeito chega na ponta, a consequência é o acesso: mais capacidade para atender quem está aguardando. E daí para mim? Menos tempo na fila e mais chance de avançar em consulta e cirurgia eletiva pelo SUS em Cuiabá.

