Hospitais no Paraná passam por expansão bilionária para descentralizar atendimento médico
Publicada em 28 de maio, 2026.
Atualizada em 3 de setembro, às 06:01.

Ninguém gosta de pegar a estrada por horas para conseguir uma consulta ou fazer uma cirurgia. É como a padaria do bairro: ninguém quer pegar dois ônibus até o centro da cidade só para comprar um pão quentinho.
Para evitar esse "vaivém" de pacientes, o Governo do Paraná investiu R$ 1,1 bilhão para descentralizar a saúde. Desde 2019, o Estado realizou 129 obras em hospitais, divididas em 48 reformas, 59 ampliações e 20 novos prédios. O ponto-chave é estruturar o atendimento perto da casa das pessoas, evitando longas viagens em momentos de fragilidade.
Na prática, essa mudança já evitou que pessoas como Renata Moreira, de 24 anos, viajassem 200 quilômetros de Telêmaco Borba até a região de Curitiba para ter atendimento especializado na gestação. Ela teve o suporte perto da família no Hospital Regional de Telêmaco Borba, reestruturado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
O que muda na prática
Para dar conta de tantas frentes de atendimento, a rede de saúde paranaense passou por uma redistribuição de leitos e hospitais entre 2018 e 2025.
- Leitos ativos: O total subiu de 21.585 para 22.128 leitos no estado.
- UTIs e isolamentos: Os leitos complementares (termo técnico para UTIs, leitos para queimados e isolamento) cresceram 19,4%.
- Hospitais credenciados: A rede pública SUS passou de 155 para 135 unidades, enquanto hospitais privados vinculados ao SUS subiram de 216 para 220.
A expansão também alcançou a pediatria. Em setembro de 2024, foi inaugurado o Hospital da Criança de Maringá, um complexo de 24,2 mil metros quadrados focado em 20 especialidades infantis. O projeto recebeu R$ 124 milhões em investimentos diretos da Sesa, de um custo total de R$ 181,8 milhões.
No interior, o Hospital Regional de Guarapuava realiza cerca de 600 cirurgias por mês sob a gestão do Instituto Santa Clara, somando 13 mil procedimentos até o fim de 2025.
Para o futuro breve, novos hospitais já foram anunciados em cidades como Matinhos (investimento de R$ 67,7 milhões), Guaíra (R$ 64,3 milhões), Assis Chateaubriand (R$ 74 milhões) e Irati (R$ 13 milhões). Na prática, o morador do Paraná ganha a segurança de encontrar socorros complexos cada vez mais perto do seu próprio portão.
