Glaucoma em Minas Gerais: a doença silenciosa tem tratamento gratuito pelo SUS
Publicada em 26 de maio, 2026.
Atualizada em 11 de setembro, às 02:00.

Imagine comprar um armário de madeira lindo e, anos depois, descobrir que ele está totalmente oco por dentro por causa de cupins invisíveis. O glaucoma funciona de forma idêntica nos seus olhos, destruindo a visão silenciosamente, sem provocar dor, coceira ou vermelhidão.
Para frear esse avanço, a rede pública de saúde de Minas Gerais oferece tratamento integral para a população. Apenas entre janeiro de 2025 e março de 2026, o estado realizou 115.869 consultas médicas voltadas para o diagnóstico e acompanhamento da doença.
O glaucoma é um grupo de doenças que causa dano progressivo ao nervo óptico (a estrutura que transmite as imagens do olho para o cérebro), geralmente associado ao aumento da pressão intraocular (a pressão interna do olho). O ponto-chave é que, por ser uma condição silenciosa, o exame preventivo é o único caminho para evitar a perda gradual da visão.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) alerta que a prevalência da doença é de 3% na população acima de 40 anos no Brasil e no mundo. A médica Márcia Salomão Libânio, da Coordenação de Alta Complexidade Ambulatorial da SES-MG, explica que o principal risco é a evolução lenta, que rouba a visão aos poucos antes de o paciente notar.
O que muda na prática
O governo mineiro destina cerca de R$ 67 milhões anuais para custear a assistência oftalmológica pública, garantindo desde consultas básicas até cirurgias.
Na prática, o paciente inicia o caminho de cuidado na Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu município. Havendo necessidade de avaliação especializada, a regulação municipal encaminha o cidadão para um dos mais de 40 serviços habilitados do estado.
A Rede de Atenção em Oftalmologia cobre toda a linha de cuidado com parâmetros claros:
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Atendimento inicial: triagem na UBS e encaminhamento para especialistas de forma regulada
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Exames cobertos: tonometria (medição da pressão dos olhos), fundoscopia (avaliação do fundo do olho), campimetria, gonioscopia e retinografia
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Tratamento disponível: colírios diários, aplicação de laser ou cirurgias conforme a gravidade de cada caso
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Público de risco: pessoas com idade acima de 40 anos, histórico familiar, diabetes, alterações oculares ou uso de corticoides
Mesmo que você sinta que seus olhos estão saudáveis, o exame de rotina com o oftalmologista funciona como o seu escudo contra o cupim silencioso da cegueira. Afinal, cuidar da saúde ocular hoje garante que você continue enxergando o mundo amanhã com total nitidez.
